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Morrissey ataca PJ Harvey, Bryan Ferry e a família real britânica em texto enfurecido contra quem mata animais

Ex-Smiths, que editou recentemente a sua autobiografia, instiga a uma revolução na Grã-Bretanha, elogiando uma entrevista recente de Russell Brand. 

Morrissey voltou a falar não só do seu desagrado relativamente a quem ataca e mata animais mas também da situação política britânica num texto extenso onde ataca individualidades como PJ Harvey, Bryan Ferry, o cozinheiro Jamie Oliver, o futebolista David Beckham e praticamente toda a família real. O único a sair do texto com um elogio é o comediante Russell Brand.

O ex-Smiths começa por se insurgir contra a crueldade de que os animais são alvo, partindo do exemplo de Melissa Bachman, uma apresentadora de TV norte-americana que foi recentemente fotografada "a rir-se, posando perto de um leão que tinha sido perseguido e morto pela própria".

De seguida, Morrissey fala sobre Pippa e Kate Middleton, Duquesa de Cambridge, ambas caçadoras por desporto e sobre o Primeiro Ministro britânico, David Cameron, "que mata veados sempre que se sente um pouco aborrecido". "Na lista de galardoados pela rainha, estão músicos como Bryan Ferry e PJ Harvey - ambos alegadamente defendem a caça à raposa. Nenhum protetor dos animais foi alguma vez aplaudido ou premiado pela rainha".

Depois de longas palavras contra as atitudes da família real, o músico escreve: "obrigado Russell Brand por te levantares e falares em semanas recentes. Como qualquer pessoa que tome uma posição na Grã-Bretanha moderna, ele foi abatido. Nada deve interferir com a psicose depressiva da Grã-Bretanha moderna, que se tornou um país violento e melancólico sem espaço para debates. Como o Russell, eu acredito que o voto mais poderoso que podemos dar é o Não Voto".

Siga o link para ler, na íntegra, o texto escrito ontem por Morrissey, intitulado "O mundo não quer ouvir".