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Lorde estreia-se hoje em Portugal no Rock in Rio-Lisboa: ela é a princesa negra da pop [BLITZ Fest #1]

Apaixonada por literatura e sétima arte, a voz de "Royals" tornou-se, aos 16 anos, uma das artistas mais populares da pop contemporânea. Sobe logo à noite ao palco do Rock in Rio-Lisboa.

orde é um excelente exemplo de uma artista que vive duas vidas completamente distintas. Na primeira, enquanto Ella Yelich-O'Connor, nome de batismo, é estudante e partilha o seu tempo entre trabalhos de casa e saídas com os amigos. Gosta de filmes de terror e thrillers psicológicos, o que explica, de alguma forma, a sua música e postura, mas admite que os livros de ficção são uma das suas maiores paixões, como é possível ler numa entrevista ao site Rookie, onde aproveitou para citar alguns dos seus autores preferidos: Raymond Carver, Roald Dahl, Tobias Wolff, Wells Tower, Claire Vaye Watkins e Kurt Vonnegut. Na sua segunda vida, enquanto Lorde, é uma das artistas mais sonantes da atualidade - vencedora de dois Grammy na categoria de Música do Ano e Melhor Performance a Solo (por "Royals"), e um Brit Award na categoria de Melhor Artista Feminina Internacional -, com uma carreira que, apesar de curta (um álbum de longa-duração e dois EPs), já dá que falar. Oriunda da belíssima zona costeira de Takapuna, Nova Zelândia, Ella Yelich-O'Connor começou a relacionar-se com a música desde muito cedo, depois de ter ganho um concurso de talentos na escola que frequentava, em 2009 (com apenas 13 anos de idade). Pouco tempo depois, assinou um contrato com a multinacional Universal que, apesar das expetativas, não granjeou o sucesso pretendido. Só em 2012, a galope do EP The Love Club e do single "Royals", é que a popularidade de Lorde começou a crescer de forma exponencial, transportando-a para os primeiros lugares de vários topes mundiais. Aclamada pela imprensa especializada e apadrinhada por ícones como David Bowie, Lorde é tanto comparada a Lana Del Rey como a Grimes, muito devido ambiência da sua música. Em setembro de 2013, lançou Pure Heroine, o primeiro álbum de longa duração, que contou com a ajuda do produtor Joel Little. Pure Heroine é visto pela crítica como um álbum íntimo e hipnotizante, acentuado pela carga melodramática das letras que o polvilham, claramente influenciadas pelas referências da artista a nível literário e embebidas em instrumentais atmosféricos. Ao vivo, Lorde tem recebido os melhores elogios, especialmente por conseguir transportar a carga emocional da sua música para cima do palco. Texto: Manuel Rodrigues Alinhamento do concerto de Lorde no festival de Coachella, a 19 de abril: Glory and Gore Biting Down Tennis Court White Teeth Teens Buzzcut Season Easy (Son Lux cover) Ribs Royals Team A World Alone Foto: Getty Images Originalmente publicado na edição número 1 da BLITZ Fest - a revista dos festivais, nas bancas