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Fado no Mercado da Ribeira: Camané, António Zambujo e Mariza atuam esta semana

Para celebrar terceiro aniversário da elevação do fado a património imaterial da humanidade, Mariza foi convidada a transformar o Mercado da Ribeira, em Lisboa, na maior casa de fados do mundo. Concertos começam hoje, quinta-feira.

Começam hoje, dia 27 de novembro, as celebrações do terceiro aniversário da elevação do fado a património imaterial da humanidade, pela Unesco. Mariza, embaixadora da candidatura portuguesa, é a mentora das festividades, que contemplam vários concertos no Mercado da Ribeira, em Lisboa: hoje, atua Camané, com David Fonseca como convidado; amanhã é a vez de António Zambujo se apresentar, ao lado dos Virgem Suta, e no sábado Mariza convida Miguel Gameiro e Jorge Fernando. Os concertos de Camané com David Fonseca e de António Zambujo com Virgem Suta são grátis; os bilhetes para ver Mariza, no sábado, custam 30 euros. No Facebook, escreveu David Fonseca: "Hoje estive em ensaios com um dos maiores cantores portugueses para uma noite especial que acontecerá amanhã em Lisboa. Depois da aventura dos Humanos, volto a cruzar-me com o grande Camané e aventurar-me pela primeira vez nos caminhos do fado!".

Foto do Instagram de David Fonseca Em entrevista ao Expresso Diário, ontem, Mariza garantiu que a distinção da Unesco "mudou tudo" no fado, sobretudo a nível nacional. "Desde que o fado foi elevado a património, sinto que os portugueses têm por ele um carinho maior: querem estudar, querem cantar, querem perceber e saber mais sobre a poesia popular e erudita que faz parte dos fados. Eu já tive a oportunidade de ir a algumas escolas falar sobre fado com adolescentes de 12, 13 e 14 anos. Eles são curiosos mas, como não sabem muito, ficam retraídos. Então eu digo-lhes: mas olhem que no século XIX os marinheiros já tinham tatuagens! Começo a falar-lhes do mar e daquela magia, e às tantas eles já estão tão envolvidos que querem visitar o museu e saber mais. Até querem saber como se constrói a guitarra portuguesa. É muito importante estimular esta nova geração, a juventude, os adolescentes, que são os próximos "acarinhadores" do fado. São eles que vão tentar proteger esta música". Pode ler a entrevista na íntegra no Expresso Diário