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Deixem o Pimba em Paz: Manuela Azevedo explica conceito do espetáculo

Concertos acontecem em Lisboa e no Porto. Manuela Azevedo, voz dos Clã, explica à BLITZ o que esperar de um conceito que nasceu da imaginação do ator Bruno Nogueira.

O espetáculo chama-se Deixem o Pimba em Paz e é apresentado em Lisboa (no Teatro São Luiz, a 28 e 29 de setembro) e no Porto (no Teatro Sá da Bandeira, a 2 e 3 de outubro), devendo depois chegar a outras cidades, como Aveiro, até meados de novembro. A ideia passa por descontruir as melodias e o universo lírico do universo da música pimba ou música popular, como diz Manuela Azevedo à BLITZ. "A ideia nasceu toda da cabeça do Bruno [Nogueira]. Ele ligou-me a falar do projeto e das pessoas envolvidas e eu gostei muito da ideia. Sou fã do Bruno: fiquei absolutamente siderada com a [série] Odisseia, foi das coisas mais incríveis que vi nos últimos tempos", elogia a cantora dos Clã. "Achei então que este podia ser um desafio bem divertido e disse-lhe logo que sim". "Independentemente de olharmos com mais ou menos interesse para a música pimba, ou música popular, a verdade é que todos nós, não importa o que fazemos ou o meio social em que estamos, temos essas canções na nossa memória e reagimos a elas, normalmente, correndo efusivamente para as cantar e bailar", diz Manuela Azevedo, entre risos. Ir além dos refrões "mais ou menos brejeiros" e descobrir "o sumo das canções", desvendando "a história improvável do que se está a contar ou o tema especial por detrás da música" é o mote do espetáculo Deixem o Pimba em Paz

Sem querer avançar o nome dos artistas que irá cantar, em parceria com Bruno Nogueira,  Manuela Azevedo elogiou os parceiros com quem divide palco nesta aventura.

"Estou com o Nuno Rafael, que já é companheiro de muitas lutas e com quem é sempre bom trabalhar, e o Filipe Melo. Eles são os diretores musicais e os responsáveis pelos arranjos das canções. Estou a gostar muito de conhecer o Filipe: é um músico incrível, super ágil, super rápido e muito inventivo", comenta. "A outra 'aquisição' é o Nélson Cascais, no contrabaixo, que vem dar ao ensemble um grave gostoso, que faltava". Este ensemble "muito pequenino e intimista", que aos participantes no projeto parecer ser "a melhor forma de destacar os textos e as histórias das canções", já se encontra a ensaiar junto e deverá andar na estrada "até meados de novembro", diz Manuela Azevedo, "altura em que o Bruno começa com ensaios para a sua peça nova e eu vou ter de me fechar para obras com os Clã". Marcado para 2014, o álbum novo dos Clã continua a ser composto. "Já tínhamos uma fornada de canções novas, algumas das quais até foram tocadas ao vivo nos concertos deste verão, mas apeteceu-nos fazer mais e o Hélder [Gonçalves] fez mais uma segunda fornada, e ainda quer fazer uma terceira, para ter a certeza que temos todo o material possível para este disco", revela a artista. Sem anunciar que canções irá cantar com Bruno Nogueira ("As pessoas vão ficar extasiadas com os talentos dele", garante), Manuela Azevedo comentou a recente versão de António Zambujo e Miguel Araújo para "Som de Cristal", de Marante, tema que lhes foi dado a conhecer por Nuno Markl, no programa televisivo Rádio Calipso.

"É uma canção incrível, com um tema incrível! Fazer uma canção sobre alguém que passa a vida numa boate a beber copos e, um dia, é surpreendido pela própria mulher a entrar no bar, para fazer parte das 'mariposas'... E olhar para aquilo como uma espécie de golpe de destino que uma pessoa tem de aceitar... São poucos os inventores de canções que fazem temas destes!", exclama, divertida, recordando que, também na Rádio Comercial, os Clã já haviam tocado "Taras e Manias", popularizada por Marco Paulo.

Em outubro, Manuela Azevedo andará ainda na estrada com o espetáculo Caríssimas Canções, de Sérgio Godinho (apresentações em São João da Madeira no dia 11, Figueira da Foz a 18, Sintra a 25 e Portimão em 26), também na companhia de Nuno Rafael e Hélder Gonçalves. "Estou entre o ansiosa e o muito entusiasmada!", brinca. Recorde abaixo as fotos do concerto dos Clã no Super Bock Super Rock, no qual a banda de Vila de Conde cantou um tema com Samuel Úria, nas palavras de Manuela Azevedo, "um rapaz muito generoso e muito simpático, além de muito talentoso".

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