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“Em 10 anos de Rage Against the Machine houve três dias felizes”. A confissão cruel de Tom Morello

"Não nos formámos enquanto amigos, enquanto camaradas, nas trincheiras"

O guitarrista dos Rage Against the Machine, Tom Morello, deu uma entrevista à BBC na qual abordou o seu período na banda - e os problemas que esta foi tendo ao longo da sua carreira.

Ainda hoje apontados como uma das melhores bandas dos anos 90 (e uma das melhores da história do rock), aos Rage Against the Machine terá faltado, segundo Morello, algum sentido de camaradagem.

"Logo após o nosso segundo concerto já tínhamos editoras a oferecer-nos um contrato. Não nos formámos enquanto amigos, enquanto camaradas, nas trincheiras", explicou.

"Após dois dias nas trincheiras já estávamos a dar entrevistas ao NME e à Rolling Stone e a tentar perceber como é que poderíamos ser uma banda revolucionária, à escala global, numa editora de renome".

E continuou: "Demos concertos sem parar, demos entrevistas sem parar, a atenção que nos era dada não parava. E nós não tínhamos a maturidade emocional suficiente para processar isso de forma a que nos pudéssemos apoiar uns aos outros".

"Os nossos concertos nunca sofreram com isso, os álbuns também não, mas tudo era um sofrimento diário", rematou. "Em 10 anos de Rage Against the Machine, houve três dias felizes. Durante a reunião [de 2007 a 2011] foi diferente. Toda a gente tinha amadurecido. Foi divertido".