Blitz

Uma parceria com o jornal EXPRESSO

siga-nos

Perfil

Notícias

“Vão-se lixar. Façam outra coisa!”. O recado do criador de “Black Mirror” aos críticos do especial ‘Bandersnatch’

"Isto não é uma consola de jogos, é a Netflix"

Charlie Brooker, co-criador da série "Black Mirror" juntamente com Annabel Jones, deixou duros recados aos críticos do especial lançado há duas semanas, "Bandersnatch".

"Há pessoas que dizem que não querem fazer decisões", afirmou ao Huffington Post, em referência ao facto de "Bandersnatch" permitir aos telespetadores "escolher a sua própria história". "Nesse caso, vão-se lixar. Façam outra coisa".

"Também há quem diga que é demasiado simples, ou que os videojogos já fizeram isto antes. Isto não é uma consola de jogos, é a Netflix", continuou. "Sei perfeitamente o que é um videojogo".

O produtor não deixou, no entanto, de abordar as reações positivas ao especial: "Tem tido a reação que queríamos. Há mais pessoas que já escolheram todas as opções [permitidas no episódio] do que eu pensava, porque imaginei que a maioria fosse apenas escolher 20%" das mesmas, referiu.

"É bastante satisfatório que tanta gente se tenha comprometido" com o especial. "É muito difícil, por ser interativo, e não sabes a ordem pela qual as pessoas o viram. Mas é assustador deixá-lo lá e permitir às pessoas ter as suas próprias experiências".

Charlie Brooker revelou, também, um dos finais que acabou por não incluir em "Bandersnatch": "Há uma cena na qual o Stefan vê um documentário em VHS. Queria que nessa altura lhe fosse permitido escolher entre duas cassetes, em que uma é essencial para a história e a outra é só um filme que ele gravou na TV, e que daria para ver na íntegra".