Blitz

Uma parceria com o jornal EXPRESSO

siga-nos

Perfil

Notícias

Imagem do filme "Bohemian Rhapsody"

Carregava malas no aeroporto, mas voou altíssimo. O filme em que Farrokh Bulsara se transforma em Freddie Mercury está aí e nós já o vimos

Chegou às salas de cinema nacionais o filme que conta a história de glória de Farrokh Bulsara, que o mundo conheceu e amou como Freddie Mercury. Revelamos-lhe 7 aspetos a que deve prestar atenção

Lia Pereira

Lia Pereira

Jornalista

Com estreia nacional marcada para a próxima quinta-feira, 1 de novembro, “Bohemian Rhapsody”, a biopic dos Queen e de Freddie Mercury, recorda as impressionantes proezas da banda britânica nas tabelas de vendas e, sobretudo, no seu campo de eleição: os palcos. A personalidade magnética e complexa de Farrokh Bulsara, nascido em Zanzibar, filho de pais indianos, é outro um dos focos do filme que, após oito anos de contratempos e trocas de protagonista, realizador e argumentista, chega por fim à sala de cinemas. A BLITZ assistiu ao visionamento para imprensa e partilha aqui algumas curiosidades.

“Bohemian Rhapsody” estreia a 1 de novembro

“Bohemian Rhapsody” estreia a 1 de novembro

1. A atuação dos Queen no Live Aid, um gigantesco espetáculo de solidariedade que teve lugar no Estádio de Wembley, em Londres, no verão de 1985, serve de arranque e remate ao filme protagonizado por Rami Malek. Logo nos primeiros minutos, surgem imagens de outra realeza: a Princesa Diana e o Príncipe Carlos, chegando ao evento que, na capital britânica, atraiu mais de 70 mil pessoas (ao mesmo tempo, em Filadélfia, 100 mil espectadores assistiam à edição norte-americana do concerto de angariação de fundos para a luta contra a fome na Etiópia).

2. Também nos primeiros minutos do filme, são retratados os verdes anos de Freddie Mercury enquanto funcionário do aeroporto de Heathrow, onde se encarregava da bagagem dos passageiros. No regresso de Zanzibar (agora Tanzânia), de onde saiu com a família quanto tinha 17 anos, o aspirante a cantor tornara-se estudante de Arte e Design Gráfico. Depois de concluído o curso, começou a vender roupa em segunda mão num mercado de Londres com a namorada Mary Austin. Não obstante a homossexualidade de Freddie Mercury, os dois continuariam amigos até à morte do cantor, que lhe deixou a sua casa de Londres e boa parte da sua fortuna.

Freddie Mercury e Mary Austin, em 1984

Freddie Mercury e Mary Austin, em 1984

Dave Hogan

3. Apenas dois álbuns - o primeiro, “Queen”, de 1973, e “A Night at the Opera”, de 1975, merecem destaque mais aprofundado no filme, no que toca à sua génese e gravação. À exceção destes dois discos, a atenção concentra-se geralmente no nascimento de canções: 'We Will Rock You', quando Brian May quis criar um momento no qual os espectadores pudessem participar; a balada 'Love of My Life', que Freddie Mercury dedicou a Mary Austin, ou 'Another One Bites the Dust', da autoria do baixista John Deacon e a resposta dos Queen à tendência do disco sound. Também o vídeo de 'I Want To Break Free', no qual Mercury, May, Deacon e Roger Taylor surgem vestidos de mulher, é abordado no filme, por ter gerado reações de hostilidade nos Estados Unidos. “É a América - são puritanos em público e tarados em privado”, desvaloriza no filme a personagem de Brian May.

Brian May dando indicações a Gwilym Lee, que desempenha o seu papel

Brian May dando indicações a Gwilym Lee, que desempenha o seu papel

4. Naturalmente, também a criação do épico 'Bohemian Rhapsody' ocupa um espaço generoso no filme. “Mais um take daquela coisa do Freddie”, ordena, desconfiado, o engenheiro de som, referindo-se à sequência operática da canção. As críticas negativas ao single, lançado em outubro de 1975, e a desconfiança da editora, personalizada na figura de um executivo da EMI encarnado por Mike Myers, contrastam com o epopeico sucesso de um dos temas mais amados da história do rock.

5. Conhecido amante de gatos, Freddie Mercury rejubila, a certa altura, com a ideia de dar a cada um dos seus bichanos um quarto da mansão que acabara de comprar. Os felinos têm, nesta biopic, tempo de antena privilegiado, sendo vistos e ouvidos - em pleno e consolado ronronar.

6. A atuação dos Queen no Live Aid é porventura o momento do filme em que a transformação de Rami Malek em Freddie Mercury mais impressiona. “Não sou um ator de método, mas quando fazes de Freddie Mercury o dia todo, passas a ser o Freddie Mercury”, confidenciou o ator norte-americano (de origem egípcia) numa das muitas entrevistas que deu em promoção de “Bohemian Rhapsoy”. A metamorfose foi tão convincente que, no set, a equipa o tratava por Freddie.

7. No filme, Freddie Mercury parte para a gloriosa atuação no Live Aid - em 1985 - sabendo já ter contraído o vírus da SIDA. Contudo, o filho de Bomi e Jer Bulsara só descobriu estar doente dois anos mais tarde, em 1987. Viria a morrer em 1991, vítima de complicações causadas pela doença. Ao público, só revelaria a sua condição um dia antes de morrer.

“Bohemian Rhapsody” estreia nas salas de cinema em Portugal na próxima quinta-feira, 1 de novembro. Veja aqui o trailer mais recente.