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Roger Waters na Altice Arena, Lisboa

Rita Carmo

Roger Waters vaiado em concerto no Brasil devido a oposição a Bolsonaro

O ex-Pink Floyd chamou fascista ao candidato à presidência do Brasil

Roger Waters atuou esta terça-feira em São Paulo, no Brasil, um concerto integrado na digressão "Us + Them", que passou em maio pela Altice Arena (Lisboa).

Tal como em Lisboa e como é seu apanágio, o espetáculo de Roger Waters foi marcadamente político, denunciando o ressurgimento de autoritarismos por todo o mundo e dando um rosto ao neofascismo brasileiro: Jair Bolsonaro.

Após interpretar 'Eclipse', surgiu nos ecrãs a hashtag #EleNão, que tem sido utilizada nas redes sociais pelos críticos de Bolsonaro, o mesmo sucedenco em 'Mother', o que lhe valeu algumas vaias - mas também uma série de aplausos.

O músico justificou a inclusão destas mensagens dizendo-se contra "o ressurgimento do fascismo". "Acredito nos direitos humanos. Prefiro estar num sítio em que o líder não acredita que a ditadura é uma coisa boa", continuou.

O website brasileiro UOL fala numa "Guerra Fria" criada por Waters entre os seus fãs, apoiantes de Bolsonaro e de Haddad, o seu opositor na segunda volta das presidenciais brasileiras.

"Exibindo mensagens no telão, ele alvejou figuras como Mark Zuckerberg, Benjamin Netanyahu e forças políticas como os militares, a polícia e a união 'nada sagrada' entre religião e estado. Foi quando os primeiros gritos de "Ele não" começaram a sair das arquibancadas, imediatamente respondidos por sonoros 'Fora, PT' na pista premium", pode ler-se.

O momento também não foi esquecido, nas redes sociais, após o concerto. Se há quem acredite que Roger Waters foi "enganado" por propaganda anti-Bolsonaro, os críticos do candidato - também eles fãs de Pink Floyd - imediatamente responderam: "Achava que 'The Wall' era sobre pedreiros numa obra?".