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Joy Division

Peter Hook fala sobre Ian Curtis: “Aos 19 estava casado, tinha um bebé, uma hipoteca e um emprego. Depois formou uma banda”

O baixista dos Joy Division lembrou o seu falecido colega

Peter Hook voltou a lembrar a morte de Ian Curtis, seu colega nos Joy Division.

À conversa com o NME, sobre a mudança de atitude por parte da sociedade em relação às pessoas com doenças mentais, o baixista recordou todos os factos que poderão ter potenciado o suicídio de Curtis.

"Aos 19 estava casado, tinha um bebé, uma hipoteca e um emprego. Depois formou uma banda. E depois descobriu que tinha epilepsia", afirmou.

"O Ian passou por um mau bocado. Falei recentemente com o Mani [dos Stone Roses] sobre a forma como o Ian foi sobrecarregado com as responsabilidades que lhe foram impingidas, enquanto jovem. Hoje em dia as pessoas têm uma maior educação no que diz respeito à depressão".

"Não é de espantar que essas responsabilidades o tenham deitado abaixo. À altura, o tratamento para a epilepsia era quase uma barbárie. Os comprimidos que andava a tomar foram analisados em 2014 por peritos e estes disseram que o Ian ia certamente morrer por causa deles", continuou.

"Os tratamentos mudaram, e a sociedade mudou. Acho que as pessoas têm hoje mais empatia e compreensão em relação a estas coisas. Tenho trabalhado com duas instituições de caridade desde 2010, a Epilepsy Foundation e a CALM, com os The Light".

"As doenças mentais são agora vistas de uma forma mais positiva, para que as pessoas não tenham que passar aquilo por que ele passou. Nós não sabíamos o que era. E isso é o mais chocante - os amigos dele não estavam preparados nem tinham conhecimento", rematou.