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Irmã de Michael Hutchence critica tabloides e manager do cantor: “Deviam ter cancelado a última digressão”

A irmã do cantor, que morreu em 1997, aos 37 anos, fez algumas revelações sobre a saúde mental do líder dos INXS

Lia Pereira

Lia Pereira

Jornalista

A irmã de Michael Hutchence, o líder dos INXS desaparecido em 1997, aos 37 anos, deu uma entrevista ao jornal britânico The Guardian sobre os últimos tempos do cantor.

A propósito do seu livro, “Michael: My Brother, Lost Boy of INXS”, Tina Hutchence revelou que o seu irmão sofreu uma lesão cerebral em 1992, depois de fraturar o crânio, numa altercação com um taxista.

Essa lesão, acredita Tina Hutchence, poderá ter tido efeitos mais profundos do que na altura se pensou.

“Puseram-no a Prozac e disseram-lhe que as dores de cabeça haviam de passar. Mas hoje sabe-se tanta coisa sobre essas lesões, em futebolistas e pugilistas... Quanto mais leio, mais acredito nessa possibilidade, porque a personalidade do Michael mudou drasticamente”.

Na mesma entrevista, a irmã do cantor lamenta que, apesar de ter escrito uma carta a Michael Hutchence, dizendo-se muito preocupada com ele, a manager da banda não tenha optado por cancelar a digressão de 1997, em promoção do álbum “Elegantly Wasted”.

Também o papel dos tabloides britânicos é abordado por Michael Hutchence.

“Vi-o a andar na rua em Paris, Los Angeles ou na Austrália e as pessoas só diziam: vi o teu concerto outro dia, e ele respondia: obrigada, amigo! Mas quando a banda rebentou em Londres, ele ficou fora de si. Uma vez disseram-me que, nos tabloides, tens de ter o herói e o vilão, e que papel é que lhe havia de calhar se o Bob [Geldof] estava do outro lado?”, explica, referindo-se ao trabalho humanitário desenvolvido por Bob Geldof, primeiro marido de Paula Yates, com quem Michael Hutchence namorou.