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Rapper muçulmano cancela concerto no Bataclan após protestos da extrema-direita francesa

Pai de uma das vítimas do atentado diz que se evitou "novo banho de sangue"

Um rapper francês e muçulmano cancelou os concertos que tinha agendado para a sala de espetáculos Bataclan, em outubro, e que há muito se encontravam esgotados.

Em causa estão os muitos protestos da direita e da extrema-direita francesas, que alegam que o rapper, Medine, promove ideologias extremistas e iria "profanar" um espaço hoje sagrado.

Alguns elementos da extrema-direita francesa estariam mesmo a preparar-se para impedir os fãs de Medine de entrarem no Bataclan, nos dias dos concertos.

Entre estes conta-se o pai de uma das vítimas do atentado de 2015, Patrick Jardin, que se disse "apolítico". "Esta é uma decisão sensata", afirmou. "Evitou-se um novo banho de sangue".

Medine, que gerou alguma controvérsia após ter editado um álbum, em 2005, intitulado "Jihad", escreveu nas redes sociais que cancelou o concerto por respeito para com as vítimas do atentado e que iria atuar numa outra sala parisiense, em novembro.