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O que aí vem. Os álbuns mais importantes que vamos ouvir até ao fim do ano

A rentrée está aí e nós damos-lhe uma mãozinha. Os discos mais esperados, cá dentro e lá fora, estão aqui

Lia Pereira

Lia Pereira

Jornalista

LÁ FORA

Não vamos mais longe: a 21 deste mês, os Suede lançam “The Blue Hour”, terceiro álbum de uma muito digna segunda vida iniciada há cinco anos – a julgar pelo épico ‘Life Is Golden’, tudo continua em alta.

No mesmo dia, os BEAK> (de Geoff Barrow, dos Portishead) editam o seu terceiro álbum, “>>>”, gravado sem grandes artifícios de estúdio.

Ainda a 21, mais um mergulho nos inesgotáveis arquivos de Prince. “Piano & A Microphone 1983” é um álbum inédito que contém música que gravou ao piano, no início dos anos 80, imediatamente antes do estrelato.

Falecido em 2017, Tom Petty é alvo de uma antologia de 60 canções nunca antes editadas. “American Treasure”, que chega dia 28, atravessa mais de 40 anos do percurso.

A primeira sexta-feira de outubro traz uma versão aumentada de “Imagine”, o mais relevante álbum a solo de John Lennon. “Imagine: The Ultimate Collection” compreende 140 faixas e um livro de 120 páginas em torno do álbum de 1971 que inclui, além do tema-título, clássicos como ‘Jealous Guy’ e ‘Power to the People’.

Também a 5 de outubro chega o primeiro álbum de Cat Power em seis anos. “Wanderer” foi registado entre Miami e Los Angeles e espelha a admiração de Chan Marshall “por cantores folk, blues e tudo o mais”

Em terrenos indie, também dia 5, há segundo álbum da cantora e compositora texana Molly Burch; “First Flower”; novo disco a solo da norte-americana Adrianne Lenker, que tem conhecido crescente burburinho na condição de vocalista dos Big Thief; “C’est La Vie’, novo registo de Phosphorescent, que em 2013 viu “Muchacho” receber grandes encómios.

Elvis Costello regressa a 12 de outubro com “Look Now”, que procura recuperar “a diversidade de ‘Imperial Bedroom’ e a beleza de ‘Painted From Memory’”.

No mesmo dia, John Grant apresenta “Love Is Magic”, o seu álbum mais eletrónico.

Regresso duplo no feminino a 19 de outubro: Neneh Cherry com “Broken Politics”, produzido por Four Tet e denotando um olhar sobre o cinzento ambiente político contemporâneo; a veterana Yoko Ono com “Warzone”, releitura de 13 canções editadas entre 1970 e 2009, também sob a égide de um mundo em estado de sítio.

A 9 de novembro sairá o oitavo álbum dos ingleses Muse, “Simulation Theory”, que conta na lista de produtores com Timbaland, ‘mago’ do hip-hop na alvorada do século XXI. A capa tem muito de “Stranger Things” (a série) ‘The Dark Side’ confirma-o: música eletrónica com ecos dos anos 80 e clip retro futurista.

CÁ DENTRO

Já em setembro, mais precisamente no dia 14, Carlão lança o segundo álbum a solo. Depois do êxito de “Quarenta”, editado há três anos, o ex-Da Weasel reúne em “Entretenimento?” um naipe eclético de convidados, de António Zambujo ao jovem rapper Slow J, passando por Bruno Ribeiro, Edi Ventura e Manel Cruz, cujo “Cães e Ossos” está agora previsto para outubro.

Um dos músicos nacionais mais bem-sucedidos dos últimos anos, António Zambujo, regressa aos álbuns em novembro. O novo trabalho, cujo título ainda não é conhecido, sucede a “Rua da Emenda”, de 2014, e ao mais recente “Até Pensei que Fosse Minha”, disco de 2016 em que o cantor de Beja se entrega a temas de Chico Buarque.

Também em outubro, chegam às lojas discos de originais da cantora-compositora Luísa Sobral, de Boss AC e de Old Jerusalem. Em silêncio desde 2011, ano em que editou um trabalho homónimo, o cantautor do Porto regressa no dia 12 com “Chapels”, uma coleção de dez canções, apresentadas como “imediatas e sem adornos”. “Chapels” é o sétimo álbum de Old Jerusalem, nom de plume de Francisco Silva, que para primeiro single escolheu ‘Black Pool of Water and Sky’.

Também para outubro está agendado o segundo álbum dos Keep Razors Sharp, a outra banda de Afonso Rodrigues, frontman de Sean Riley & the Slowriders. Apresentado por ‘Always and Forever’, “Overcome” promete continuar a percorrer o trilho de psicadelismo e garage rock que Afonso, Rai, Bráulio e Bibi têm vindo a explorar; sai a 19 de outubro.

Discos novos de Pedro Abrunhosa, em novembro, e Aline Frazão (“Dentro da Chuva”, a 21 de setembro, com participação de Jaques Morelenbaum) são outros dos destaques da música feita em Portugal neste final de ano.

Publicado originalmente na revista E, do Expresso, de 9 de setembro de 2018