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Jared Leto, dos Thirty Seconds to Mars

Os nossos 8 minutos com Jared Leto. A entrevista completa com o líder dos Thirty Seconds to Mars

Leto falou à BLITZ sobre o novo álbum, “America”, e a relação com os fãs portugueses, desviando a conversa quando lhe perguntámos sobre a saída do guitarrista Tomo Miličević. Banda norte-americana regressa a Portugal para dois concertos em setembro

Os norte-americanos Thirty Seconds to Mars regressam este mês a Portugal para dois concertos e a BLITZ esteve à conversa com o líder, Jared Leto. Numa conversa telefónica que durou 8 minutos, o músico (e ator), falou sobre as canções de "America", o novo álbum, a relação que a banda construiu ao longo dos anos com os fãs portugueses, o trabalho com produtores menos habituados a colaborar com artistas rock e desconversou quando o questionámos sobre a saída do guitarrista Tomo Miličević, em junho passado.

Agora que “America” está cá fora há alguns meses e têm andado a tocá-lo ao vivo, de que forma tem evoluído o álbum em palco?
As canções tornam-se uma coisa diferente a partir do momento em que as tocas frente a um público. A tua ideia da canção, a tua interpretação e mesmo a tua perceção da canção, o sentimento, pode mudar bastante quando a tocas ao vivo. Temos andado a tocar praticamente todas as canções do novo álbum nesta digressão e são fantásticas: excitantes, cheias de energia e funcionam muito bem ao vivo. Estamos a divertir-nos muito a tocá-las. Tem sido muito especial.

Como foi trabalhar com produtores como Zedd, Yellow Claw ou Robopop? Conseguiram tirar-vos da vossa zona de conforto?
É interessante fazer coisas inesperadas, trabalhar com pessoas diferentes, que estão mais afastadas daquilo que estamos habituados a fazer. Foi um grande prazer. Divertimo-nos e foi uma boa experiência.

E como tem sido a adaptação ao facto de já não terem Tomo Miličević com vocês em palco?
Tudo tem corrido bem. Esta digressão tem sido fantástica, diria até que se não for a melhor é uma das melhores digressões que fizemos nas nossas vidas. Passámos o verão na Europa e nos Estados Unidos e temos sido recebidos por públicos fantásticos... e as canções estão a soar muito bem. Sentimo-nos mesmo muito agradecidos por termos a oportunidade de fazer isto há tanto tempo.

Há cinco anos, quando editaram “Love, Lust, Faith + Dreams”, disse que parecia um novo começo para os Thirty Seconds to Mars. Olha agora, mais do que nunca, para a banda como um projeto que muda constantemente de pele?
Eu e o meu irmão [Shannon Leto, baterista] nunca quisemos ser colocados numa gaveta, em termos musicais. Sempre gostámos de muitos estilos de música diferentes e nunca assinámos um contrato a dizer que faríamos sempre o mesmo tipo de música, portanto para nós é bastante normal e natural explorar estilos diferentes, como fizemos neste álbum, “America”. A 11 de setembro em Braga e no dia 12 em Lisboa, vamos tocar muitas canções novas e muitas canções antigas. Os concertos vão ter algo para todos.

Em Lisboa, há uns anos, vi-o a falar com alguns fãs no meio da multidão antes de o concerto começar. É algo que gosta de fazer? Não se torna demasiado invasivo?
As coisas ficam um pouco loucas, de vez em quando, mas gosto mesmo de interagir com os fãs. Eu e o meu irmão adoramos partilhar o palco com as pessoas. É divertido, é excitante, é espontâneo e são essas coisas que mantêm as coisas frescas nos concertos. É muito divertido.

Diria que a sua formação enquanto ator o ajudou a criar uma personagem de palco? Ou o que vemos em palco é exatamente o que vemos fora dele?
Os concertos ocupam um espaço muito grande nas nossas vidas. São partes muito importantes dos nossos dias e noites, das nossas semanas, das nossas vidas. É muito recompensador viajar pelo mundo e visitar países mágicos e fantásticos como Portugal. O vosso país é um sítio muito especial para nós porque foi o primeiro onde esgotámos uma arena. A confiança que as pessoas tinham em nós deu-nos muita confiança em palco, permitiu-nos acreditar em nós próprios. Estamos muito agradecidos por isso e Portugal ocupa um lugar especial nos nossos corações.

Em que momento se aperceberam que Portugal era um dos países com fãs mais acérrimos dos Thirty Seconds to Mars? Como explica isso?
Não sei explicar… é como se fosse uma espécie de magia. Não sei se consigo arranjar uma resposta para essa questão. É como se fosse magia e fico muito feliz por isso ter acontecido. Já temos esta relação especial com Portugal há tantos anos e adoramos voltar. É muito importante para nós dar concertos aí. É um sítio lindo e muito especial.

O que significa a música para os Thirty Seconds to Mars?
É uma oportunidade de criar, de comunicar, de criar uma ligação. Permite-nos viver os sonhos que temos e ter uma vida muito especial... E partilhar isso com o meu irmão é uma coisa muito bonita.

Os Thirty Seconds to Mars tocam no Forum Braga no dia 11 (início às 20h30) de setembro e na Altice Arena, em Lisboa, no dia seguinte (início às 20h00). Os bilhetes estão à venda nos locais habituais, com os preços a variarem entre os €25,00 e os €634,00 na cidade minhota e entre os €34,00 e os €644,00 na capital.