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Taxi no início dos anos 80: Rui Taborda, Henrique Oliveira, João Grande e Rodrigo Freitas (esq-dta)

Arquivo BLITZ

Tribunal decide que os Taxi não podem continuar a usar o nome Taxi mas “tudo continua igual”, defendem membros atuais da banda de 'Chiclete'

João Grande e Rui Taborda afirmam em comunicado que “não é justo nem moral que dois membros que saíram da banda há mais de oito anos impeçam outros dois de dar vida a uma banda que faz parte do património cultural português”

João Grande e Rui Taborda, membros atuais dos Taxi, reagiram à decisão do Tribunal da Relação de Lisboa, que - na sequência de providência cautelar interposta pelos antigos elementos da banda Henrique Oliveira e Rodrigo Freitas - considerou que a banda "terminou", impedindo-a de realizar "concertos ou qualquer outro tipo de performance sob essa designação".

Em comunicado que a BLITZ recebeu, os atuais membros do grupo de 'Chiclete' e 'Cairo', êxitos do rock português dos anos 80, realçam que "a banda, tal como se apresenta atualmente, não acabou, nem os concertos, nem as músicas, nem o lançamento de novos discos". "O público poderá continuar a ouvir (...) todas as músicas que levaram esta banda a ganhar dois discos de ouro nos anos 80, com o vocalista e baixista de sempre João Grande e Rui Taborda, cofundadores, coproprietários e mentores da banda", afirmam. Ou seja, os Taxi tal como se dão a conhecer continuarão no ativo mas, cumprindo a determinação judicial ("da qual João Grande e Rui Taborda discordam em absoluto"), irão fazê-lo omitindo a designação de sempre. "João Grande e Rui Taborda vão continuar a estimar o seu público e dar-lhe grandes concertos com as músicas dos anos 80, das quais são co-autores e livres de as tocarem, bem como as novas músicas 'Reality Show' e 'Última Sessão'", pode ler-se.

Para os juízes da Relação de Lisboa, recorde-se, o grupo Táxi, constituído em 1979 por João Grande, Rui Taborda, Henrique Oliveira e Rodrigo Freitas, "terminou, extinguindo-se enquanto tal em finais de 2010", altura em que terá ficado definido que, pretendendo continuar a sua atividade, João Grande e Rui Taborda "formariam nova banda, o que aliás fizeram", em 2013, sob a designação de Os Porto, editando o disco de originais "Persícula Cingulata".

No entender do tribunal, ao contrário de outras marcas ligadas a produtos e serviços - "sabões, vinhos ou outros" -, "no campo da composição de músicas e produção de espetáculos, associado a uma banda/grupo musical, não é possível esta diversidade de usos da mesma marca". A petição inicial da providência cautelar foi apresentada em novembro do ano passado, noticiou a Lusa na semana passada.

O duo acredita que esta decisão é "temporária e provisória" e que a atual sentença "é muito frágil nos seus argumentos e não terá força para influenciar uma ação principal". No entender de João Grande e Rui Taborda, "baseia-se numa 'mentira' dos requerentes, que dizem que há um acordo entre os quatro membros originais" para que qualquer decisão em torno da banda seja ponderada entre todos.

“Não é justo nem moral que dois membros que saíram da banda há mais de oito anos, impeçam outros dois de dar vida a uma banda que faz parte do património cultural português", conclui-se. Os próximos concertos da formação atual da banda são a 7 de julho no festival Remember 80's, na vila alentejana do Crato.