Bastille põem Rock in Rio-Lisboa a dançar 'Rhythm of the Night' e dedicam canção a Donald Trump
23.06.2018 às 22h53
Banda inglesa suou as estopinhas em palco e conquistou a multidão (certamente uma das maiores que já teve à sua frente) do Parque da Bela Vista
Os britânicos Bastille não são propriamente desconhecidos do público português, mas esta noite no Rock in Rio-Lisboa deram o seu maior concerto em solo nacional. Competente e dedicada, a banda liderada por um simpático Dan Smith agarrou a oportunidade e com uma verdadeira multidão à sua frente apresentou um alinhamento alongado que, por certo, poucas vezes terá tipo hipótese de mostrar.
Se 'Pompeii', o hino que os colocou no mapa da pop eletrónica há cinco anos, ficou sabiamente guardada para o final, não faltaram momentos de comunhão com os admiradores (muitos deles, a avaliar pela reação geral, meramente ocasionais). O mais celebrado foi a inusitada versão mashup (ou "uma versão muito estranha", nas palavras do cantor) dos clássicos europop dos anos 90 'The Rhythm of the Night' e 'Rhythm is a Dancer', que a banda gravou para uma mixtape de 2013.
Smith não poupou na comunicação com o público, pedindo inicialmente desculpa pelo seu "português de merda". E foi em inglês, já, que perguntou: "quão excitados estão para ver os Muse?". A reação, obviamente, foi efusiva.
Entre os temas mais conhecidos do disco de estreia, casos da agitada 'Things We Lost in the Fire', de 'Bad Blood' ou das dançáveis 'Icarus' e 'Oblivion', o grupo teve ainda tempo para se estender com a "depressiva" 'World Gone Mad', gravada para o filme "Bright", uma 'The Currents' dedicada a Donald Trump e a "pessoas que estão em posições de poder e dizem coisas horríveis" ou uma novíssima ("provavelmente nunca a ouviram") 'Quarter Past Midnight'. Suaram as estopinhas, mas compensou.
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