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Paul Bergen

Já não se pode acreditar em ninguém. Robert Smith jura a pés juntos que não é gótico

O líder dos Cure rejeitou pertencer à subcultura que ajudou a formar

Apesar de ser um ícone dentro da subcultura gótica, Robert Smith, eterno líder dos The Cure, rejeitou liminarmente fazer parte da mesma.

Em declarações à revista Time Out, Robert Smith disse do seu próprio visual que teve origem "em feições pouco definidas e numa palidez natural", falando também do seu curto percurso nos Siouxsie and the Banshees, no início dos anos 80: "Era como pantomima. Nunca levei a cultura gótica a sério", diz.

No entanto, e apesar de não sentir qualquer afinidade pela subcultura em si, o músico não deixou de elogiar os fãs. "Todos os góticos que conheci foram bastante simpáticos. Enquanto subcultura, está repleta de pessoas maravilhosas. Mas nunca gostei daquilo a que chamam música gótica", ressalvou.

A entrevista de Robert Smith à Time Out teve como base o Meltdown Festival, onde atuará com os Cure, e de cujo cartaz é o único curador. "O que é bom", explicou. "Teria sido pouco prático ter um grupo de cinco pessoas a fazer a curadoria de um festival. Nem no autocarro de digressão conseguimos decidir o que ouvir".