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The Cure no Meo Arena

Rita Carmo

O desencanto de Robert Smith dos Cure: “Era um otimista mas agora estou em guerra com o mundo moderno”

O líder dos Cure disse ser hoje em dia mais "cínico" em relação ao mundo

Robert Smith, líder dos Cure, revelou ser hoje em dia "mais cínico e menos otimista" em relação ao mundo moderno.

Em entrevista ao jornal The Guardian, o músico explica que essa mudança se deu ao envelhecer já que, apesar da toada melancólica da música dos Cure, sempre foi "muito otimista". "Agora é ao contrário", diz.

"Estou em guerra com o mundo moderno. Odeio a forma como as coisas se desenvolveram ao longo dos últimos 20 anos", conta.

"É estranho - os anos 70 são descritos como um período de grande instabilidade, mas isso é falso; desde a Segunda Guerra Mundial até aos anos 70 que seguimos a rota da igualdade. Desde o final dos anos 70 que tudo tem corrido mal".

O músico culpa, sobretudo, as novas tecnologias. "O desejo que as pessoas sentem pela tecnologia e por coisas novas é de loucos", diz, antes de um desabafo: "estou a tornar-me num velho rezingão".

Esse pessimismo chega, também, ao seu próprio trabalho. "O meu lado mais negro pensa que as pessoas nos vão ver [ao vivo] porque julgam que [algum dia] vou cair, e então já não nos conseguirão voltar a ver", explica. "Mas estou só a ser parvo".