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JORNAL OPTIMUS/BLITZ #24: Frankie Chavez - Viajante Solitário

Frankie Chavez é uma das apostas da quarta série da Optimus Discos.

"A minha ligação com a música começou há 21 anos. Tinha 9 e comecei a tocar guitarra. Não foi imediato. Mas foi algo que cresceu comigo para nunca mais me largar. Hoje, tocar é ir visitar a alma. É conversar comigo. É exprimir o que sinto sem necessariamente ter que escrever ou falar. É aí que surgem os temas instrumentais. Da pura meditação. Começamos com um pensamento, ou com um sentimento. O resto vem por si. Uma coisa após outra e... Tenho um padrão". É assim que se apresenta Frankie Chavez, mais um nome a marcar o catálogo da Optimus Discos, com um lançamento homónimo integrado na quarta série.

Frankie tem outros projectos: Beringela Amarela e a "persona" França, que foi destacada no artigo da BLITZ 15 Promessas da Música Portuguesa que Estão a Dar que Falar. Mas com esta identidade as coisas são diferentes. Escreveu-se por aqui que "neste EP de seis músicas, Frankie Chavez é uma "one man band" com companhia de luxo: Nelson Carvalho, um dos mais reputados engenheiros de som portugueses, orientou as gravações nos estúdios Valentim de Carvalho". Frankie revela ainda mais pistas sobre este: "Foi em viagem que criei alguns dos temas que gravei neste trabalho. Num dia chuvoso, numa noite de insónia. Num momento morto em que saio de casa para tocar num jardim". O músico prossegue: "Quando regressei a Portugal comecei a tocar em formato de one man band. De onde eu vinha trazia alguma influência deste formato. Um concerto levou a outro, um tema levou a outro, um pedal levou a outro... Quando dei por mim tinha algo em que acreditava e de que gostava. Foi bastante gratificante e motivador quando reparei que não era o único. Com a ajuda certa das pessoas certas surgiu o convite para integrar o leque ecléctico do projecto Optimus Discos de Henrique Amaro". E aí está o EP, tão fiel quanto possível ao que o palco permite: "Uma guitarra, uma voz e a percussão que estiver ao meu alcance. É o que tenho e é o que uso. Os temas são "blues oriented" e são crus como o blues pede. As letras são histórias de quando a minha mente vai viajar. Sou eu na madrugada dos maus caminhos, na alucinação da sobriedade, sem máscara ou obrigação". Há que acreditar.