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Sean Riley: “O pessoal que agora escreve em português tem uma linguagem que é real, que vem das ruas” [VÍDEO]

Em entrevista à BLITZ, Afonso Rodrigues mostra-se fã da forma como a nova geração de músicos portugueses trata a palavra - e não exclui a possibilidade de, um dia, escrever em português

Lia Pereira

Lia Pereira

Jornalista

Rita Carmo

Rita Carmo

Fotojornalista

Na próxima sexta-feira, 13 de abril, Sean Riley lança “California”, o seu primeiro álbum a solo.

Em entrevista à BLITZ, que poderá ver muito em breve, aqui no site, o músico português não exclui a possibilidade de, um dia, vir a escrever na sua língua, aproveitando para elogiar a nova geração de artistas nacionais.

“Eu sempre gostei muito do equilíbrio entre a coisa terrena, de rua, a linguagem coloquial, e algo mais elevado”, explica. “O pessoal que agora escreve em português, em Portugal, tem isso: uma linguagem que é real. Que vem da rua, das conversas, da forma como as pessoas falam”.

“Isso para mim é muito mais palpável do que o que se fez nos últimos anos, em Portugal, tirando as pessoas que eu sempre adorei, como o Adolfo [Luxúria Canibal] e o João Peste, ou o Jorge Palma, o Sérgio Godinho… Mas houve uma fase em que as pessoas parece que se esforçavam para escrever letras. Eu nunca 'cliquei' muito com isso; gosto mais deste pessoal que descreve a sua vida de forma poética. Não quer dizer que os outros não tenham valor, que não sejam poetas da canção, mas [estes] têm outra abordagem infinitamente mais interessante”.