Blitz

Uma parceria com o jornal EXPRESSO

siga-nos

Perfil

Vídeos

Billy Corgan faz hoje 50 anos e nós recordamos a sua história em vídeos

Deu-se a conhecer nos Smashing Pumpkins em 1988 e com eles atingiu o cume do rock da década de 90. Depois “caiu”, formou os fugazes Zwan, lançou um álbum a solo e voltou aos Pumpkins, qual monarca absoluto. Pelo meio, lançou um livro de poesia e meteu-se no mundo do wrestling. É um dos figurões do rock, adora o público português e está hoje de parabéns

William Patrick Corgan Jr, ou Billy Corgan, está de parabéns. O músico dos Smashing Pumpkins nasceu a 17 de março de 1967, em Chicago, e celebra, portanto, 50 anos.

Este é o rapaz que começou a tocar guitarra em casa de um amigo e, pouco depois, juntou as suas poupanças para, com o apoio do pai, comprar o seu próprio instrumento. Ainda nos tempos de escola, o jovem Billy ingressou em várias bandas e rapidamente percebeu que o seu caminho profissional passaria pela música.

Em 1988, juntou-se ao guitarrista James Iha, já seu conhecido, e com ele começou a trabalhar naqueles que viriam a ser os primeiros temas da banda que, de seguida, recebeu a baixista D'arcy Wretzky e Jimmy Chamberlin na bateria.

Recorde aqui uma atuação completa do grupo (pode permanecer sentado, tem uma hora de duração), ainda no ano da sua formação.

Três anos mais tarde, em 1991, os Pumpkins lançaram o seu primeiro álbum. Gish, editado a 28 de maio, não teve sucesso imediato a nível de vendas e o seu impacto na cena rock da época, apesar de já conter as sementes do que se seguiria, foi pouco significativo. "I Am One" foi, ainda em 1990, o primeiro single editado pela banda.

"Rhinoceros" é uma das canção mais marcantes de um primeiro álbum que Billy Corgan descreveu como "espiritual e emotivo":

Se o primeiro álbum não foi um marco decisivo na definição do estilo da banda, o mesmo já não aconteceu com Siamese Dream, de 1993. Faixas como "Cherub Rock" e "Today" consolidaram o sucesso dos Smashing Pumpkins e o seu estatuto no seio do rock alternativo. Recorde aqui os videoclipes oficiais:

Mellon Collie and the Infinite Sadness, o terceiro da banda com a sua formação original (Billy Corgan, James Iha, D'arcy Wretzky e Jimmy Chamberlin) data de 1995. É um álbum duplo que vai mais longe do que o mero rock de guitarras (a banda abraça o piano e sintetizadores), dele fazendo parte os emblemáticos "1979" e "Tonight Tonight", contando esta última com a participação de uma orquestra e um vídeo animado que ficou na memória.

Em apenas uma semana, o terceiro álbum vendeu mais de 245 mil exemplares. Até hoje, vendeu 10 milhões de cópias e tornou os Smashing Pumpkins estrelas maiores do rock da década (nos Estados Unidos, onde o disco chegou a primeiro lugar do top, foram nomeados para 7 Grammys).

A primeira passagem da banda liderada por Billy Corgan por solo português aconteceu há quase 21 anos. Esse concerto, que teve lugar na antiga Praça de Touros de Cascais a 2 de maio de 1996, é lembrado pelo vocalista, numa entrevista radiofónica, como uma das atuações mais memoráveis do grupo. O público português é descrito por Corgan como "um dos melhores".

Ao quarto álbum, os Smashing Pumpkins mostram o seu lado gótico. Adore (1998) marca a rutura com a roupagem musical a que Billy Corgan e os seus companheiros nos tinham habituado e a aposta numa vertente mais negra e eletrónica, que se acredita ter sido influenciada pela morte da mãe de Corgan, pelo seu divórcio e, especialmente, pelos desentendimentos entre os membros da banda. A convulsão interna levou ao despedimento do baterista Jimmy Chamberlin devido ao seu consumo excessivo de heroína. Dois anos antes, John Melvoin, o teclista que se encontrava em digressão com a banda, tinha falecido num quarto de hotel com uma overdose e era Chamberlin quem estava na sua companhia.

A saída de Chamberlin obrigou à utilização de uma caixa de ritmos, como alternativa à bateria. Em alguns temas, os Smashing Pumpkins puderam contar também com a colaboração dos bateristas Joey Waronker (que tocava com Beck) e Matt Cameron (dos Soundgarden e dos Pearl Jam).

"Ava Adore", o primeiro single do álbum, marca a viragem:

A ausência de Chamberlin foi provisória. Regressou em 1999 e, pouco tempo depois, surgem dois registos que serviram de anúncio à separação da banda no final do ano 2000: Machina/The Machines of God (editado em fevereiro) e Machina II/The Friends & Enemies of Modern Music, que saiu em setembro, numa edição gratuita e disponibilizada na internet.

Durante estas últimas gravações, a baixista D'arcy Wretzky decidiu abandonar o grupo, sendo substituída por Melissa Auf der Maur.

"Stand Inside Your Love" foi um dos temas que mais rodaram:

Nos finais de 2001, Corgan e Chamberlin juntaram-se a Matt Sweeney, David Pajo e Paz Lenchantin para um novo projeto. Zwan foi o nome que deram à banda, que acabou por terminar em 2003, poucos meses depois do único álbum, Mary Star of the Sea, do qual faz parte o single "Lyric":

A relação de Billy Corgan com os colegas foi, uma vez mais, decisiva para nova rutura. Após vários desentendimentos, o artista de Chicago decidiu apostar num percurso a solo e lançou The Future Embrace, o seu primeiro e único trabalho individual, a 21 de junho de 2005. Bastante diferente dos seus registos anteriores, foi dominado pela eletrónica e voz.

Veja aqui o vídeo de "Walking Shade":

No preciso dia da sua estreia a título individual, Corgan anunciava também o seu fim, ao confirmar, na imprensa, o regresso dos Smashing Pumpkins com uma nova formação. Ao vocalista Billy Corgan, juntaram-se Ginger Pooley no baixo (no lugar de D'arcy Wretzky) e Jeff Schroeder (em substituiução de James Iha) para as atuações ao vivo. Contudo, não participariam nas gravações de Zeitgeist, álbum de 2007 dos Pumpkins, o último a contar com a participação de Chamberlin, que deixou a banda em 2009.

Zeitgeist começou por vender bastante bem, mas os números caíram a pique após o arranque promissor. Ainda assim, o álbum chegou às primeiras posições das tabelas americana, canadiana e neozelandesa.

"Tarantula" é um dos singles:

A 9 de junho de 2007, um mês antes da edição de Zeitgeist, os Smashing Pumpkins deram um concerto em Portugal, no qual apresentaram alguns dos temas deste mais recente trabalho.

Recorde aqui um excerto do concerto na edição de estreia do então denominado Oeiras Alive (atual NOS Alive), no Passeio Marítimo de Algés:

Desde então, a banda de Billy Corgan editou várias reedições e mais três álbuns de originais, sendo o mais recente Monuments to an Elegy, que data de 2014.

"Being Beige" foi o primeiro tema conhecido do álbum e marca o regresso a um registo menos negro e eletrónico, com mais guitarra:

Em território nacional, foi o Festival Marés Vivas que recebeu o último concerto dos Smashing Pumpkins, que atuaram a 18 de julho de 2013 no Cabedelo, em Vila Nova de Gaia.

Pode ver aqui o concerto, na íntegra:

Fora da música, Billy Corgan investiu também no wrestling profissional. Em 2011, fundou a Resistance Pro Wrestling em Chicago e em 2015 tornou-se membro da Total Nonstop Action Wrestling, associação da qual assumiu a presidência entre agosto e novembro de 2016. A sua curta permanência neste cargo deveu-se a problemas legais e financeiros. E teve tempo para se meter, novamente, em confusões:

MD