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Adele comove-se, Beyoncé grávida, George Michael e Prince recordados... e um português a ganhar: tudo sobre os Grammys aqui

Tudo o que tem de saber sobre a cerimónia de entrega dos prémios mais importantes da indústria discográfica norte-americana, que ontem teve lugar em Los Angeles

Decorreu ontem em Los Angeles aquela que foi a 59ª entrega dos Grammys, certame da indústria discográfica norte-americana que visa premiar os músicos que mais se destacaram ao longo do último ano. A cerimónia, que foi apresentada pelo comediante James Corden (autor de Carpool Karaoke) contou, entre outras figuras, com a presença de Adele e Beyoncé, que disputavam entre si o título para Melhor Álbum do Ano.

Numa decisão que gerou alguma controvérsia nas redes sociais, 25 acabou por levar a melhor sobre Lemonade, tendo Adele, no seu discurso de vitória, referido que o prémio deveria ter sido atribuído à norte-americana, que - grávida que está de gémeos - interpretou na cerimónia um medley de "Love Drought" e "Sandcastles".

Grávida, Beyoncé interpretou dois temas de "Lemonade"

Grávida, Beyoncé interpretou dois temas de "Lemonade"

Getty Images

Beyoncé foi, contudo, uma das grandes derrotadas da noite. Com nove nomeações, a autora de "Formation" perdeu para Adele em todas as categorias que disputava com a britânica, vencendo apenas duas, para Melhor Álbum de Música Urbana e Melhor Vídeo Musical. Adele, por sua vez, venceu todas as cinco categorias para as quais estava nomeada: Melhor Álbum do Ano, Melhor Gravação do Ano, Melhor Canção do Ano, Melhor Performance Pop a Solo e Melhor Álbum Pop Vocal.

Nas demais categorias, destaque para os quatro prémios atribuídos a David Bowie, devido à sua derradeira obra, Blackstar. O falecido músico foi distinguido nas categorias de Melhor Performance Rock, Melhor Canção Rock, Melhor Álbum Alternativo e Melhor Embalagem de Disco.

Entre as desilusões, dois nomes: Rihanna e Kanye West. O rapper, que não compareceu à cerimónia, estava nomeado para oito categorias. Acabou sem qualquer prémio, tal como a cantora das Barbados, com o mesmo número de nomeações. A lista de vencedores pode ser consultada aqui.

Veja aqui os principais momentos da cerimónia, incluindo os agradecimentos de Adele e as homenagens desta e de Bruno Mars a George Michael e Prince, respetivamente.

Particularmente sentidas foras as homenagens a Prince e George Michael.

Bruno Mars prestou tributo a Prince, no mesmo dia em que a discografia deste foi disponibilizada em todas as plataformas de streaming. Subindo ao palco com os The Time, antigos associados de Prince, o músico vestiu-se a rigor - casaco púrpura e camisa branca - e interpretou "Let's Go Crazy", tema de 1984, tendo acabado com uma performance à guitarra digna do falecido artista.

Bruno Mars e os The Time tocaram Prince

Bruno Mars e os The Time tocaram Prince

Getty Images

Também Adele atuou na cerimónia deste ano dos Prémios Grammy em homenagem a outro artista falecido no último ano, George Michael. A cantora britânica, a grande vencedora da noite, interpretou "Fastlove", tema de Michael de 1996, tendo tido de repetir o início da canção após se emocionar. Durante a sua interpretação, é visível o esforço que faz para não soltar uma lágrima.

Adele recordou George Michael

Adele recordou George Michael

Getty Images

Os Grammys 2017 foram também marcados por tomadas de posição contra o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. "Este é precisamente o momento para os artistas meterem mãos à obra", disse a cantora norte-americana Jennifer Lopez, citando o escritor afro-americano Toni Morrison.

O apresentador James Corden invocou Trump na abertura da cerimónia: "Vivam tudo ao máximo, porque com o Presidente Trump não sabemos o que vem a seguir", disse.

Busta Rhymes juntou-se em palco aos Tribe Called Quest e chamou "agente laranja" ao presidente norte-americano, em alusão ao seu cabelo, mas também a um químico utilizado pelos Estados Unidos durante a guerra do Vietname. "Quero agradecer ao Presidente agente laranja por perpetuar o mal por todos os Estados Unidos", disse.

"Todos os negros, vocês devem partir; todos os pobres, vocês devem partir; todos os mexicanos, vocês devem partir; todos os muçulmanos e homossexuais, as pessoas detestam a vossa forma de estar e enquanto pessoas do mal devem partir", cantaram os 'rappers', criticando a ordem executiva anti-imigração de Trump e o muro que o presidente quer construir na fronteira com o México. Os 'rappers' entoaram repetidas vezes "We the people" , e terminaram a atuação a gritar "Resist! Resist! Resist!", enquanto pessoas de várias etnias subiam ao palco.

Veja aqui o vídeo:

Também aguardada com expectativa foi a atuação conjunta de Lady Gaga e Metallica. A cantora norte-americana juntou-se ao quarteto thrash depois de uma boa prestação na Super Bowl, na semana anterior, para interpretar "Moth Into Flame", tema dos Metallica presente no último álbum destes, Hardwired... To Self-Destruct.

Lady Gaga atuou com os Metallica

Lady Gaga atuou com os Metallica

Getty Images

A performance não começou, no entanto, da melhor forma, com a banda a ter de ultrapassar alguns problemas de ordem técnica, nomeadamente com o microfone de James Hetfield.

Já Gaga aproveitou a deixa para mostrar a sua nova tatuagem, inspirada pelos Metallica e por "Moth Into Flame".

No vídeo que encabeça esta notícia pode também ficar a conhecer o produtor português que ganhou um Grammy.

RAC, produtor português vencedor de um Grammy

RAC, produtor português vencedor de um Grammy

Getty Images

André Allen Anjos, produtor de música eletrónica a viver nos Estados Unidos, tornou-se o primeiro português a ganhar um Grammy norte-americano. O músico, que assina com o nome RAC, levou para casa o galardão de Melhor Remistura pela remix de ‘Tearing Me Up’, original de Bob Moses.

“Quando criei este pequeno projeto há 10 anos, nunca pensei estar em palco a aceitar um prémio Grammy”, escreveu o artista na sua página oficial de Facebook, “é de loucos!”. Anjos já tinha sido nomeado para a edição do ano passado, na mesma categoria, com a sua remistura de ‘Say My Name’ de Odesza com Zyra (perdeu para Dave Audé com uma remix de ‘Uptown Funk’ de Mark Ronson e Bruno Mars).

Oriundo do Porto, André Allen Anjos vive nos Estados Unidos há mais de dez anos, tendo criado em 2007 o coletivo RAC (Remix Artist Collective), que entretanto se transformou no seu projeto a solo.

Entre os artistas que já remisturou, encontram-se Lady GaGa, Kings of Leon, Katy Perry, Lana Del Rey ou Yeah Yeah Yeahs. Em 2014, editou o álbum “Strangers”, que incluía o single ‘Let Go’, uma parceria com Kele Okereke, dos Bloc Party, e MNDR, e em 2015 assinou a banda sonora do jogo de computador “Master Spy”.

Outros momentos da cerimónia sobre as quais poderá ler no site da BLITZ:

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