Blitz

Uma parceria com o jornal EXPRESSO

siga-nos

Perfil

Vídeos

Marta Ren, ex-vocalista dos Sloppy Joe, apresenta primeiro disco a solo

A cantora do Porto apresenta Stop > Look > Listen como um mergulho nos anos 1960 e 1970. Veja aqui o vídeo de “2 Kinds of Men”

Stop > Look > Listen, o primeiro álbum a solo da cantora Marta Ren, é um bilhete de identidade musical, que a apresenta no soul e no funk, e que é editado esta semana pela italiana Record Kicks.

Marta Ren, que há vinte anos fez parte dos Sloopy Joe e, mais tarde, dos Bombazines, aponta este disco de estreia como um mergulho nos anos 1960 e 1970, nos clássicos do soul e do funk.

"Não quero criar um estilo novo, quero fazer soul e funk clássicos. Este disco não tem grandes surpresas, mas o som é diferente", contou à agência Lusa, explicando que a maioria das canções são da sua autoria e de New Max, dos Expensive Soul.

Há três anos, Marta Ren lançou "Summer's Gone" e "2 Kinds of Men", dois dos temas que serviram de âncora para a concretização do disco de estreia. O processo foi lento, de maturação, com muitos ensaios com a banda, The Groovelvets, a assinatura de um contrato com uma editora que a projetou lá fora.

Nestes anos, Marta Ren conta que aproveitou para atuar ao vivo, experimentando e aperfeiçoando os temas que foram gravados em estúdio, em formato ao vivo, com material técnico analógico, para ter um som "mais sujo e mais quente".

Apesar de ter distribuição em Portugal pela Sony Music, Stop > Look > Listen tem o selo da editora italiana Record Kicks, que descreve Marta Ren como "a nova Marva Whitney", cantora norte-americana tida como um dos nomes maiores da música funk.

Aliás, foi depois de ver Marva Whitney num concerto em Londres, pouco antes desta morrer em 2012, que Marta Ren diz ter tido uma epifania. "Via-a a cantar 'It's my thing' e percebi que aquela era mesmo a minha cena também. Adorava ter estado nos anos 1960 e 1970, a época dourada em tudo, a descoberta de tudo".

É preciso recuar à infância para Marta Ren ter as primeiras lembranças relacionadas com o soul.

"O meu pai ouvia muita música e, entre os Beatles e o Bob Dylan, também tinha Otis Redding e Aretha Franklin, os meus preferidos, os que mexiam mais comigo. Depois, já mais velha, ouvi Erykah Badu, D'Angelo. Foi uma descoberta aquela soul mais moderna, mas acontece que fui procurar as influênciias também desses artistas", contou. E foi parar outra vez aos clássicos.

Nestes vinte anos ligados à música, sempre no Porto, Marta Ren estudou canto, até perceber que "toda a parte técnica estava a tapar o feeling". "Passei mais tempo a ouvir muita música, todos os dias. Às vezes há pessoas que dizem 'quero cantar', pois têm de ouvir muita música, sempre", disse.

Com o contrato com uma editora italiana, Marta Ren percebeu que se abriram as portas para a Europa e prepara uma digressão lá para maio, à qual se deverão juntar concertos de apresentação, em Portugal, nos meses de verão.

Com Marta Ren, nos Groovelvets estão os músicos Sérgio Marques (baixo), Hugo Danin (bateria), Bruno Macedo (guitarra), Sérgio Alves (teclados), Manu Idhra (percussão), Paulo Gravato (saxofone), João Martins (saxofone), Rui Pedro Silva (trompete), José Silva (trompete) e João Sêco (trombone).

AGÊNCIA LUSA