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Rihanna ao vivo na Brixton Academy, em Londres [foto + reportagem] -
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Rihanna ao vivo na Brixton Academy, em Londres [foto + reportagem]

A estrela do R&B apresentou o seu novo álbum, em Londres. A BLITZ esteve lá e conta tudo sobre um concerto que contou com a participação de Jay-Z e do guitarrista português Nuno Bettencourt.

As meninas boas vão para o céu... Rihanna, no entanto, já tinha avisado que de menina boa cada vez tinha menos. Agora, a Good Girl Gone Bad passou ao nível seguinte e de um casulo terapêutico, onde as turbulências da vida privada levaram o tratamento de uma produção de luxo, saiu uma borboleta com asas de aço.

Parafraseando Dorothy em O Feiticeiro de Oz , já não estamos no Kansas. Em "Music of the Sun" ninguém dava tiros na cabeça nem desafiava os seus oponentes com granadas.

Mas já há algum tempo que a menina sorridente que rebolava na praia vestida de cores garridas à luz do pôr do sol tinha sido gradualmente substituída por um número mais sexy e arrojado.

Rihanna ao vivo na Brixton Academy, em Londres [foto + reportagem] -


Depois veio o romance com o rapper/hip hopster Chris Brown e o choque do incidente de violência doméstica entre ambos. Durante meses ninguém a viu. Depois, timidamente, deu a cara em concertos pontuais para os amigos Jay Z, e Kanye West com a colaboração em "Run This Town."

Hoje, em concerto "íntimo" para centenas de convidados na Brixton Academy em Londres e transmitido em webcast para o mundo inteiro, Rihanna apresentou o novo álbum, Rated R , e mostrou que mora num novo código postal.

Neste nível, as paisagens futurísticas de um junk-yard electrónico piscam o olho à New Wave dos anos 80 e mesmo se a produção de Ne-Yo, Stargate e The Dream, entre outros,  não é necessariamente revolucionária (se as canções tivessem feito parte de Good Girl Gone Bad  ninguém tinha reparado que havia disco novo), a performace, o teatro, a máscara de mulher forte, abrem novo capítulo na história da menina de Barbados.

Vestida com um maillot preto e prata e máscara de renda (Lady Gaga, não és a única) Rihanna entrou em palco ao som de "Mad House". Por detrás num ecrã, rolavam imagens suas, perseguida por papparazzi. Apenas segundos depois, faziam-se soar os primeiros acordes de "Wait Your Turn".

"I pitch with a grenade. Swing away if you're feeling brave. There's so much power in my name, If you pop off in your seat, steady I'm gonna do the wave" anuncia uma Rihanna de pala no olho, mohawk, e casaco de peles no vídeo a preto e branco.

Em palco, a atmosfera não foi muito diferente. Rihanna, qual domniatrix zangada, anunciou que a espera acabou. Ela voltou. Processadas as emoções, ela emergiu de "chicote" na mão e pose 'comigo mais ninguém se mete'. A batida, soturna e pesada de baixo, confirmava a mensagem.

Pouco mais de um minuto passado, no estilo medley que caracterizou o resto da noite, Rihanna passou para o primeiro single de Rated R , "Russian Roulette", uma balada co-escrita com Ne-Yo que já vai dando que falar pelo tema soturno e um vídeo onde a ausência de luz se alia a moribundas sessões de tortura, numa visão semi dantesca de um inferno claramente privado.

Sentada numa enorme poltrona branca, giratória rodeada de manequins prateados e da "chuva" das dezenas de TVs que a rodeavam, Rihanna cantou sem perder uma nota e não fugiu à controvérsia, terminando com a simulação um tiro na têmpora.

Mas porque Rihanna esteve longe muito tempo, ou tempo suficiente em "anos pop", e porque convém mostrar aos fãs que apesar da nova roupagem o passado recente ainda conta, a atmosfera aligeirou com "Please Don't Stop the Music".

Seria a primeira de muitas de Good Girl Gone Bad , o que para um concerto de 40 minutos de apresentação de um álbum novo poderia parecer excessivo, mas valeu para re-estabelecer o contacto com os fãs, alguns semi-alienados pela acidez da nova mensagem e visual.

"Take a Bow" e "Disturbia" trataram de trazer o público a território familiar, antes de introduzir a nova "So Hard", um tema pouco memorável, acolchoado pelos riffs gordos da guitarra do português Nuno Bettencourt (dos Extreme) e pela ajuda em palco do rapper Young Jeezy.

Destaparam-se depois as primeiras notas de "SOS" e "Unfaithful" enquanto Rihanna mudava de roupa para um outro maillot preto, desta vez de cabedal, e um acorde persistente, quase evangélico deu lugar a "Live Your Life".

A esta altura não é que os fãs estivessem a dormir mas é impossivel não acordar uma sala inteira quando Jay-Z entra em palco. "Run This Town" levou a Brixton Academy ao rubro e o rapper deixou-se ficar para a óbvia sequência, "Umbrella".



Fiéis ao seu melhor amigo e porque o tempo em Londres é o que é, os Londrinos abriram um mar de guarda-chuvas, mesmo a tempo para o confetti prateado que caia de cima. Era a nota de saída de Rihanna.

Em termos puramente musicais e criativos, a menina de Pon de Replay pode não ter saído da sua "zona de conforto" - afinal são só 21 anos - mas a força com que se apresentou, fazendo lembrar a rebeldia de uma Janet Jackson por alturas de Control , mostrou que está pronta para novas aventuras, mesmo que devidamente escudada pelos pesos pesados da indústria.

Texto: Joana Muñoz
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Artistas de A a Z    ¤   Rihanna
Notícia escrita por LG Terça, 17 de Novembro de 2009 às 0:27
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