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Warpaint ao vivo na Aula Magna, em Lisboa: leia a reportagem e veja as fotos

Quarteto californiano seduziu os fãs lisboetas no concerto que colocou o ponto final numa digressão que se alongou por sete semanas.

Bastou pouco mais de hora e meia para as norte-americanas Warpaint mostrarem ao público que acorreu hoje à Aula Magna, em Lisboa, com que linhas se cose o segundo álbum, homónimo, editado neste início de 2014. Warpaint foi apresentado pelo quarteto quase na totalidade, com Emily Kokal e companhia a recuarem ao passado para ir buscar os temas mais marcantes do início de um percurso que as tornou na coqueluche daquela dream pop que não se descola das origens pós-punk.
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Tal como no disco, depois de uma introdução que deixou a sala, por sinal bem composta, impaciente, "Keep it Healthy" revestiu-se de um balanço confortável para abrir em grande um espetáculo que seguiu morno no início - a prova disso é que poucos reagiram de imediato ao desafio da guitarrista/vocalista Theresa Wayman para se levantarem e dançarem - mas que encontrou o seu caminho quando a banda decidiu seguir pelos temas mais conhecidos. A três vozes, Wayman, Kokal e a baixista Jenny Lee Lindberg, regressaram a "Composure" para nos relembrar que PJ Harvey sempre pairou sobre as cabeças delas, mesmo quando a desolação parece vir mais aconselhada por Hope Sandoval. Se "Feeling Alright" ainda foi recebido com alguma indiferença, "Love is to Die", primeiro e poderoso single do novo álbum, conseguiu finalmente arrancar o público das cadeiras. Desse momento em diante, foram muitos os mimos dedicados à banda, apesar de ela se ter mantido relativamente contida no que disse respeito à interação com os fãs. "Biggy" agigantou-se com os seus teclados fantasmagóricos e labirínticos e foi recebida de braços abertos, os mesmos que abraçaram "Undertow", canção que em 2010 ajudou a tirar as Warpaint do anonimato e que aqui teve direito a um final explosivo. "Acho que estamos a senti-lo", foi assim que Kokal reagiu ao entusiasmo dos fãs lisboetas. Depois de servido o inédito "No Way Out", o ritmo acalmou com um "Billie Holiday", rebuscado ao EP de 2009 Exquisite Corpse, apresentado como "uma canção doce" de guitarras de embalar. O final do corpo principal da atuação ficou entregue a uma sequência que começou com "Drive" e terminou com o hipnótico "Disco//very" que deixou a Aula Magna a dançar. Depois de muito exigir o regresso, o público foi depois presenteado com um encore que começou íntimo, com Emily Kokal a enfrentar a plateia sozinha, mais a sua guitarra, novamente de embalar, para cantar "Baby" com voz de sereia e interferências de "Because the Night" de Patti Smith. "Bees" fez novamente dançar e o final ficou bem entregue às guitarras acutilantes de "Elephants", mais um tema resgatado ao primeiro EP, muito celebrado e estendido até as quatro californianas decidirem dar a atuação por encerrada. Rápido, eficaz, mas nem por isso com menos alma, foi assim o espetáculo que trouxe as Warpaint de volta a Portugal. Alinhamento Keep It Healthy História Composure Feeling Alright Love is to Die Biggy Undertow No Way Out Billie Holiday Drive Disco//Very Baby Bees Elephants Texto de: Mário Rui Vieira Fotos de: Rita Carmo/Espanta Espíritos