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Vodafone Paredes de Coura: X-Wife aguerridos, Allah-Las dão baile 60s

Portugueses regressaram a Paredes de Coura para espetáculo elétrico e intenso em fim de tarde soalheiro. Californianos evocam o rock de há 50 anos

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Fim de tarde rock no terceiro dia do Vodafone Paredes de Coura. Ainda com o sol a queimar (mas não tanto como ontem), os portuenses X-Wife mostraram por que razão são uma das bandas mais consistentes nascidas no ambiente elétrico do século XXI. Com um património de quatro álbuns, a banda de João Vieira não deu um concerto "best of", porque faltaram os maiores sucessos do álbum de estreia, Feeding The Machine, mas soube distribuir bem um repertório rico na exploração do punk-funk/pós-punk, aqui devolvido com primor. "Keep on Dancing", "Fireworks", "Ping Pong" e "Realize" foram alguns pontos salientes de uma atuação vespertina que Vieira acabou a dedicar ao filho João, presente - com headphones protetores - na plateia. Pelo meio, curiosa citação de "Block Rockin' Beats", dos Chemical Brothers. Sem espinhas. Os Allah-Las não são copistas assumidos, mas a sua música pede inspiração declarada aos anos anos 60 pré-rock psicadélico. Parecem uma banda de baile de finalistas em 1965, espécie de Shadows contaminados pelos desvarios que, a partir da metade dos anos 60, passaram a intrometer-se na pop. Difícil será distinguir uma canção da outra, mas o ambiente é salutar e os últimos raios de sol ajudam a dourar o ambiente. Outros voos se esperarão e dos Allah-Las sobra uma imagem simpática de uma banda retro que não voa alto. Texto: Luís Guerra Fotos: Rita Carmo