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Vodafone Paredes de Coura: Tigerman pediu rock and roll, os Fuzz responderam

Banda em que o hiperativo Ty Segall toca bateria fechou com fogo elétrico o palco Vodafone FM que registou à última oportunidade enchente nunca antes vista.

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É uma multidão tremenda para um palco secundário. À frente, os devotos mais corajosos entregam-se (a missão é, como já ouvimos tantas e tantas vezes por aqui dizer, dar tudo) ao mosh e ao crowd surfing - a convivência com a equipa de segurança, diga-se, nem sempre é pacífica. Do palco, uma torrente elétrica tornada rolo compressor que dificulta a identificação dos temas interpretados: é tudo uma e a mesma massa sonora, imponente, granítica. Rock and roll direito às fuças, nu e cru. São os anos 70 do desvario elétrico aqueles a quem Ty Segall (bateria e voz, figura central do combo) pedem inspiração. Entrando no mesmo comprimento de onda, não há como sair daqui ileso. É rock and roll à bruta capaz de partir dentes, pernas e cabeças. Figurativamente, mas não só. Quinta-feira, Legendary Tigerman terminou a sua atuação a reclamar, vociferar, por rock and roll. Ao último dia, os Fuzz responderam à Cristiano Ronaldo recipiente da Bola de Ouro: "Siiiiiii" (mas na língua deles). Depois de chutos e pontapés à frente, recuamos e - com o movimento vindo do palco Vodafone no pós-Temples em nossa direção - ficamos rodeados de almas bárbaras sedentas do velho rock. Recuamos mais, e é aí que percebemos que, noutras paragens, isto seria aparato para um palco mais generoso, tal é a multidão disposta a receber descargas elétricas com tamanha benevolência. Tentamos registar títulos de canções, no meio de copos em riste e braços desgovernados: sai-nos uma "What's In My Head" mortífera, certeira, recheada de pulsão juvenil. Que porrada. Texto: Luís Guerra Fotos: Rita Carmo