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Vodafone Paredes de Coura: Slowdive como o vinho do Porto

A banda inglesa que brilhou nos anos 90 e voltou a reunir-se no ano passado fez as delícias dos fãs portugueses, com um belo concerto. E prometeu voltar em 2016.

Aproveitando a onda de revivalismo do shoegazing que trouxe os seus compatriotas Ride ao NOS Primavera Sound, os Slowdive - que estiveram, também, no festival do Parque da Cidade em 2014 - voltaram recentemente aos concertos, apresentando-se em belíssima forma esta noite, em Paredes de Coura.
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Perante uma enorme multidão, e com muitos fãs em autêntico transe nas primeiras filas, esta banda de culto contou com um palco e um (excelente) som à altura do cariz épico das suas guitarras, ora etéreas ora colossais, tendo ainda em Rachel Goswell um suave raio de luz, capaz de alumiar na medida certa a melhor atuação do festival até ao momento. Não nos cansamos de dizer: está muita gente neste Paredes de Coura 2015. Se vem a caminho e, amanhã, quer ver Tame Impala ou Father John Misty de perto (quem não quer?), parta cedo para a praia fluvial do Taboão. Cinco em palco, os Slowdive chegam a 2015 intocados pelo tempo, quem sabe se até revigorados pela passagem de quase 20 anos entre 1995, ano do terceiro e último disco, Pygmalion, e 2014, ano em que se voltaram a juntar. As tempestades elétricas de Goswell, Neil Halstead e Christian Savill agradam sobremaneira aos presentes, sendo projetadas para as estrelas pela bateria de Simon Scott (mais uma vez, louve-se o ótimo som de palco), em dinâmicas que vão além do "mero" shoegazing. Dream pop e mesmo pós-rock são "verbos" conjugados nesta noite amena, onde "Crazy For You", "Catch The Breeze", "When The Sun Hits" ou "Dagger" merecem os favores do público. Apoiados por uma moldura humana que seria impensável acondicionar no palco secundário que, até há dois anos, recebia a noite de abertura do festival, os Slowdive garantiram ter sido "um prazer" carregar o seu enxame de guitarras até Portugal e prometeram voltar a tocar no nosso país já no próximo ano. A despedida, essa, fez-se ao som de "Golden Hair", versão de Syd Barrett. Inicialmente, foi a voz de Rachel Goswell a soar como uma pérola dentro da concha; depois, aquela frota de cordas e bateria conduziu o navio dos Slowdive por mar alto, em noite de trovoada, até os cinco tripulantes desaparecerem nesse nevoeiro imaginário evocado pela canção do malogrado ícone inglês. Escusado será dizer: foi bonito.

Com agradecimento ao "dono" da setlist, Henrique Lourenço Texto de: Lia Pereira Fotos de: Rita Carmo/Espanta Espíritos