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Vodafone Paredes de Coura prepara o fim com Ratatat à lagareiro

Duo de Brooklyn tempera desconcertantes projeções de bustos, leões, periquitos, pombos e outras aves simpáticas com azeite virgem extra. Soa mal? É bom.

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Mike Stroud e Evan Mast fazem música desde 2001 e os Ratatat já vão no quinto álbum. A ideia é simples: por cima de eletrónica com considerável apelo dançável fazem escorrer riffs de rock clássico, aqueles que nos anos 80 se colavam com melaço aos ouvidos. Dito isto, parece que falamos de um desastre para a humanidade musical chamado Rinôcerôse. Longe disso: a ironia sente-se, os riffs são, de facto, tão citação como semente da estrutura da canção, e - há que ver que são 2 da manhã e há um longo festival que se despede - o povo não pede propriamente um número de singer/songwriter dorido. Estamos bem uns para os outros. Nos ecrãs vemos projeções de aves diversas a interagir simetricamente, alforrecas a multiplicarem-se e outras animações que nos pareceriam despropositadas às 6 da tarde. Em fim de festa, rimo-nos e brindamos a tamanho desplante: por cima de cada riff que escorre azeite, há um folião que queima os últimos cartuchos antes de regressar à vidinha de sempre. O duo de Brooklyn, esfuziante, faz a festa enquanto os seguranças err... seguram corpos mandados pela maré alta. Música funcional? Assim será. Estamos bem? Evidentemente que sim. Texto: Luís Guerra Fotos de: Rita Carmo/Espanta Espíritos