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Vodafone Paredes de Coura: Peixe e Steve Gunn dão concertos 'secretos'

Esta tarde, junto ao Museu Regional de Paredes de Coura, a BLITZ assistiu a duas music sessions exclusivas. Veja as fotos e saiba mais.

Continuando a tradição iniciada há dois anos, o festival Paredes de Coura desdobra-se, por estes dias, por vários terrenos: dentro do recinto, há os concertos nos dois palcos principais e no palco Jazz na Relva, bem como sessões de literatura no campismo; em locais mais longínquos, a anunciar diariamente, acontecem concertos secretos de artistas do cartaz.
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Hoje, as camionetas que saem do recinto ao início da tarde levaram jornalistas e festivaleiros escolhidos aleatoriamente no campismo até ao Museu Regional de Paredes de Coura. No exterior do mesmo, encontrámos Peixe - dono de um trajeto mediaticamente discreto, mas artisticamente muito rico, o guitarrista do Porto apresentou à sombra possível de uma tarde escaldante algumas amostras do seu percurso a solo e do seu talento. Um homem, uma guitarra acústica e um amplificador: e são incríveis as melodias e os ambientes que o ex-guitarrista de Ornatos Violeta e Pluto consegue evocar, quase do nada. Haverá nesta música sem palavras uma incontornável portugalidade (e nem falta, no final da breve atuação, uma versão de "Verdes Anos", de Carlos Paredes), mas também um cheirinho à América perdida que Steve Gunn veio a representar, de seguida. Está sempre a tempo de descobrir estas duas coordenadas geográficas e espirituais em Apneia e Motor, os dois álbuns a solo do Peixe que se chama Pedro. "Nunca pensei que estivesse cá tanta gente, nem que me viesse sentar num muro", disse o norte-americano Steve Gunn, protagonista da segunda sessão exclusiva da tarde. Já com os festivaleiros "pescados" do campismo, e não apenas jornalistas e convidados, o guitarrista que recentemente foi "promovido", assinando contrato com a Matador, mostrou o fascinante universo em que se move. Claramente inspirado pela obra de vultos como John Fahey, e tendo tocado com Kurt Vile, o autor de Way Out Weather, disco que o projetou, tanto tocou temas deste álbum, como a faixa-título, "Milly's Garden" e "Wildwood", como se aventurou por jornadas mais longas, por vezes instrumentais, que poderão espelhar uma futura direção na sua música. Tal como sucedeu no ano passado com Seasick Steve, numa ação deste género, olhando para Steve Gunn sentado frente ao espigueiro de Coura quase pensávamos estar num qualquer lugarejo perdido da América rural. A aventura continua amanhã, fora do recinto do festival. Texto: Lia Pereira Fotos: Rita Carmo/Espanta Espíritos