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Vodafone Paredes de Coura: Natalie Prass delicada, Woods charmosos

Cantora-compositora norte-americana ganha a simpatia de Coura. Banda de Brooklyn imagina um pôr-do-sol debaixo das nuvens minhotas.

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A chuva brindou os festivaleiros minhotos durante a tarde mas está, até agora, ausente da derradeira jornada de concertos. Perante um público esparso, mas que aumentou substancialmente quando terminou o concerto de Banda do Mar no palco principal, Natalie Prass - nativa de Richmond, estado norte-americano da Virginia - saudou o público de Paredes de Coura com discrição. A simpatia da cantora e compositora que este ano se estreou com o - perdoe-se a repetição - discretamente ambicioso álbum homónimo não foi dado garantido à partida: inicialmente circunspecta (ou apenas nervosa), Prass pareceu mais interessada no saber ocupar de uma posição, a de intérprete de fragilidades soul, suavemente pintalgadas de folk, do que no saber conquistar, à força do empolgamento, uma plateia que parecia estar ainda a apalpar terreno - pouco antes, vislumbrámos uma fila imensa de gente para entrar no recinto. Pouco a pouco, a "coquette" Natalie foi puxando dos seus galões e, com uma voz suave mas que não se deixa enredar na modorra do jazz "smooth", entregou com competência - e suportada por uma banda igualmente capaz - os principais trunfos de uma música orquestrada e detalhada que soa melhor em disco: naturalmente, uma canção requintada como "Christy" ficou de fora, mas o embalo foi inevitável com "My Baby Don't Understand Me", "Bird of Prey" e "Why Don't You Believe Me". Apetece voltar a ouvir o disco - e gabe-se a farpela da rapariga, um dos melhores figurinos do festival -, mas em concerto talvez seja de pedir outro engenho. Woods, no palco principal, foi diferente apesar de o público ainda preferir o conforto do piso courense do que a posição vertical. Ouvimos música soalheira em tempo cinzento, canções folk-rock super-melodiosas geradoras de ondulares de cabeça instantâneos. A base foi With Light and Love, álbum de 2014, repositório de preciosidades como "Shepherd" e, sobretudo, "Moving To the Left", senhora de um dos riffs mais insidiosos que ouvimos neste festival. Siga o rock (e respetivos associados). Texto: Luís Guerra Foto: Rita Carmo