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Vodafone Paredes de Coura: Lykke Li fala português e canta Drake

A artista sueca protagonizou um concerto breve, no qual "I Follow Rivers" foi, previsivelmente, o momento mais celebrado.

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Quando apareceu na esfera pública, em 2008, com o álbum Youth Novels, Lykke Li - ou Li Lykke, nome que traz no passaporte - era sinónimo de uma certa frescura e espontaneidade. Dentro da ampla classificação indie, o disco de "Little Bit" apresentava ao mundo uma autora e intérprete de canções joviais, divertidas mas não muito óbvias, como num bric-a-brac sempre pop. Desde então, a sueca editou mais dois álbuns: Wounded Rhymes (2011), casa do seu maior êxito, "I Follow Rivers", e I Never Learn, no ano passado, no qual se afastou das melodias mais amigáveis. Em palco, vimo-la pela primeira vez no Teatro Variedades, "a bordo" do então chamado Super Bock em Stock (hoje Vodafone Mexefest), e ficámos impressionados com a intensidade da sua persona ao vivo. Sete anos depois, a sua presença parece diluída. Ao palco principal do Vodafone Paredes de Coura, em horário nobre, Lykke Li chegou vestida de negro e de cabelo molhado, mostrando uma versão mais suave e menos esforçada do que lhe conhecemos em 2008. Não sendo dotada de uma voz fenomenal e não contando, igualmente, com um grande repertório de êxitos (não nos enganemos: sobretudo em festival, as canções "conhecidas" ainda são rainhas), Lykke Li vive da singularidade da sua postura, daquilo a que os ingleses chamariam "quirkiness". Esta noite, apesar de ter falado em português - proeza que alguns festivaleiros atribuíram ao Google Translate, mas que deverá ter a ver com o facto de ter vivido cinco anos da sua adolescência em Portugal - a química com o público não foi brilhante. O momento de maior celebração foi, como seria de esperar, "I Follow Rivers", o êxito de 2011 que a plateia cantou animadamente, por iniciativa própria e também a pedido da artista, e que fez "o bonito" no anfiteatro natural do Taboão. A versão de Drake - "Hold On, We're Going Home" - também foi recebida com entusiasmo, assim como como o regresso aos verdes anos (que a autora agora renega), com "Little Bit", agora mais etérea do que brincalhona. Já "Jerome", de Wounded Rhymes, ou a balada "Never Gonna Love Again" ("Queres bailar?", convidou Lykke Li em português) foram recebidos com atenção moderada, como se o público esperasse do concerto da escandinava uma qualquer surpresa ou explosão que não chegou a deflagrar. E se ontem os War on Drugs se despediram de Paredes de Coura ao som de "Time After Time", de Cyndi Lauper, hoje Lykke Li escolheu "Don't Let Me Down", dos Beatles, para o adeus ao verde Minho. Lia Pereira