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Vodafone Paredes de Coura: Iceage, o punk que veio do frio

A banda de Copenhaga tocou no palco Vodafone FM depois de Father John Misty aumentar a temperatura do festival, e dos espectadores, ali ao lado.

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"Isto agora vai desmoralizar!", ouvimos um rapaz prever, logo após o concerto de Father John Misty no palco principal. Tinha alguma razão: depois de uma atuação tão incendiária e libidinosa, não foi fácil manter os ânimos nas mesmas vertigonosas alturas. Mas os Iceage, banda de Copenhaga que edita pela importante editora independente Matador, tentaram. Autores de três álbuns, os dinamarqueses são geralmente descritos como banda punk, mas talvez a designação seja demasiado simplista para definir um som particular: é rock, é agressivo e é direto q.b., mas raras vezes é especialmente escorreito, detendo-se o vocalista Elias Bender Rønnenfelt em várias máscaras: agitador, provocador, quase declamador, o rapaz de 23 anos é um frontman intrigante. "Glassy Eyed, Dormant and Veiled", "White Rune" ou "Forever" foram alguns dos temas que os Iceage foram desfilando no palco Vodafone FM, levando um espectador a nosso lado a pensar alto: "Isto é punk adormecido!". Adormecido ou pelo menos desacelerado, concordamos, mas de certa forma refrescante. A rever noutras circunstâncias. Texto: Lia Pereira Fotos de: Rita Carmo/Espanta Espíritos