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Vodafone Paredes de Coura: 'A vila sem o festival já não sei o que parece'

Junto ao rio, a BLITZ falou com alguns festivaleiros e habitantes de Paredes de Coura sobre o impacto do festival na vila. "Ainda me lembro de isto ser com fados", recordou Filipe, pai dos mui jovens Ivo e Rodrigo,

Filipe está junto ao rio Coura, na tarde de sexta-feira, observando a agitação dos festivaleiros na água e fora dela. Ao colo tem Ivo, o filho de dois anos que, pela primeira vez, visita o recinto do festival. "É a primeira vez que cá vem, mas já gosta!", ri-se o habitante de Paredes de Coura, que diz ter crescido com o evento. "Ainda me lembro de isto ser com fados", conta, referindo-se à noite de música organizada em 1993, na Praia Fluvial do Taboão. Desde os primeiros planos de João Carvalho, outro filho da terra que quis organizar na vila um festival de música mais "jovem", Paredes de Coura ganhou uma projeção bem distinta, tanto a nível nacional como internacional. "Até no estrangeiro já conhecem a nossa vila", orgulha-se Filipe, explicando que, nos primeiros anos do festival, alguns locais olhavam com desconfiança os forasteiros. Hoje, as relações com quem vem de fora estão perfeitamente normalizadas. "Paredes de Coura sem o festival já nem sei o que parece", resume o pai de Ivo, estreante no festival, e Rodrigo, "resgatado" por uma tarde aos jogos de playstation que o costumam ocupar nas tardes das férias de verão. Foto: Rita Carmo/Espanta Espíritos