Blitz

Uma parceria com o jornal EXPRESSO

siga-nos

Perfil

Notícias

Vodafone Paredes de Coura: A viagem solar dos Temples

A banda britânica regressou a Portugal para um concerto no palco principal do Vodafone Paredes de Coura. O psicadelismo continua a ser um dos idiomas mais falados do festival, naquele que é o seu último dia.

Temple
1 / 15

Temple

Temple
2 / 15

Temple

Temple
3 / 15

Temple

Temple
4 / 15

Temple

Temple
5 / 15

Temple

Temple
6 / 15

Temple

Temple
7 / 15

Temple

Temple
8 / 15

Temple

Temple
9 / 15

Temple

Temple
10 / 15

Temple

Temple
11 / 15

Temple

Temple
12 / 15

Temple

Temple
13 / 15

Temple

Temple
14 / 15

Temple

Temple
15 / 15

Temple

À tarde, na conferência de imprensa de balanço do festival, João Carvalho, diretor de Paredes de Coura, falou da menina dos seus olhos como um evento que segue tendências. Este ano, uma das principais tendências do cartaz foi, sem dúvida, o psicadelismo: dos grandes cabeças de cartaz, Tame Impala, cujas t-shirts voaram da banca de merchandise logo no primeiro dia, aos seus vizinhos Pond, passando de certa forma pelos Woods e até pelos Slowdive, que terminaram a sua bela atuação com uma versão de Syd Barrett, terá sido esse um dos fios condutores da edição. Hoje, no último dia de Paredes de Coura 2015, chegaram os Temples; naturais de Kettering, no sul de Inglaterra, os quatro músicos levaram o público por uma viagem tão espacial como quase mística. Na voz e guitarra, James Bagshaw, dono de uma cabeleira à boa moda dos Mars Volta, apresenta com vigor canções que frequentes vezes se estendem no tempo, com espaço para improviso e jams. Em Paredes de Coura ouvimos várias canções da bem recebida estreia dos Temples, Sun Structures, como o tema-título, "Colours To Life", "Sand Dance" ou "A Question Isn't Answered". Capaz de registos vocais distintos, surpreendendo no modo mais andrógino de "The Golden Throne", Bagshaw "avisou" ainda os fãs que a sua banda iria tocar um tema novo, algo ruidoso: seguiu-se o inédito "Henry's Cake", com o seu quê de "Lucy in the Sky With Diamonds". Atrás de nós, um inglês tenta explicar a um português o significado de glitter ("é o que veio depois dos hippies") e ficamos com a sensação de que está tudo no sítio: os Temples têm um som, têm o estilo, talvez só lhe faltem, apenas, canções mais memoráveis para ocupar outro espaço no nosso coração. E então, perto do fim, chegou "Mesmerize" e a sua melodia pegadiça, para nos trocar um pouco as voltas. Lia Pereira Foto: Rita Carmo/Espanta Espíritos