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Vodafone Mexefest: Villagers dedicam canção à aprovação do casamento gay

Os irlandeses trouxeram a Lisboa, onde atuaram pela primeira vez, delicadas trovas e mensagens de (des)amor.

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"E agora, para mais uma canção incrivelmente deprimente...", brincou Conor O'Brien antes de começar a cantar "Courage", faixa de abertura particularmente bonita de Darling Arithmetic, terceiro álbum da sua banda, os Villagers. Deprimente talvez não seja o termo mais justo: há na música dos irlandeses, que esta noite se apresentaram em formato de trio, com teclas e bateria, uma delicadeza e uma precisão, diríamos mesmo um recato, que efetivamente contrariam o espírito festivaleiro. Contudo, o muito público da maior sala do São Jorge soube beber cada palavra de O'Brien, acarinhando da melhor forma a estreia do grupo em Portugal. "Dawning on Me" e "The Soul Serene" foram outras das canções de Darling Arithmetic apresentadas com um detalhe quase litúrgico ao início da noite; a espaços, as vozes unem-se de forma tão harmoniosa que quase soam a um outro instrumento, de contornos mágicos. Noutras ocasiões, canções como "Memoirs" ou "So Naïve" seduzem pelos crescendos, em contraste com as luzes baixas da sala. Perto do final, Conor O'Brien contou que escreveu "Hot Scary Summer" antes de o seu país, a Irlanda, aprovar o casamento entre pessoas do mesmo sexo. "Pessoalmente, foi uma notícia muito boa para mim", partilhou. Depois disso, o ambiente só podia ser de libertação, algo de que "Little Bigot" e "Occupy My Mind", em registo bem mais rock, se encarregaram de tratar. No final, houve quem aplaudisse de pé, o que, à semelhança do primeiro concerto dos Villagers em Portugal, foi bonito. Texto: Lia Pereira Fotos de: Rita Carmo/Espanta Espíritos