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Vodafone Mexefest: Patrick Watson fez de cada coração um ponto no céu

O canadiano assinou um dos melhores concertos da edição de 2015 do Vodafone Mexefest, arrebatando a alma de um Coliseu que a entregou sem pudores.

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Quando um leve drone dá início ao espetáculo, já são muitos aqueles que ocupam a sala de forma a não perder nem uma das canções de Patrick Watson, regressado a Portugal com disco novo na bagagem: Love Songs For Robots. Um drone acompanhado pelas vozes límpidas do músico e respetiva banda, espécie de hosana antes da missa, sendo que da canção com o mesmo nome do seu último trabalho saltamos para "Good Morning Mr. Wolf", mantendo assim alguma ordem na apresentação destes temas. Uma ordem que, viríamos a descobrir, era demasiado frágil para resistir. Começou a desmoronar-se quando o público se alia ao músico marcando o compasso com palmas muitas, num sentimento de comunhão que mais pareceu um abraço enorme de Lisboa ao mundo; desaparece por completo quando surgem os primeiros gritos da praxe. "Amas-me? Nem sequer me conheces!", responderia Watson a uma fã mais exaltada. Mas compreendamo-la: é difícil não nos sentirmos exaltados com a música de Patrick Watson, que da pop e da folk constrói canções tão épicas como as melhores baladas de estádio, amargas o suficiente para nos conseguirmos rever nelas e bonitas, tão bonitas que enternecem o coração da pedra mais dura. Em palco, uma mão cheia de estranhos candeeiros ia iluminando os seis músicos ali presentes, isto quando não desapareciam numa espessa nuvem de fumo; e foi a seguir a um destes momentos que se deu o primeiro toque de magia, com um mar enorme de pontos minúsculos e coloridos, quais estrelas de um universo distante, a espalhar-se pelo tecto do Coliseu - e a ser prejudicado pelo incessante mimimi e subsequentes ssshhh vindos da audiência, espelho maior dessa falta de ordem. À banda, contudo, isso pouco importou. O seu objectivo foi arrecadar os nossos corações e elevá-los tão alto como um balão de criança, o que conseguiram em "Into Giants", os seis membros juntos em coro num só ponto do palco e o público batendo os pés no chão, juntando de seguida as suas vozes. "Vocês são melhores cantores que bateristas"... O melhor estaria reservado para o final: Watson e comparsas correndo para fora do palco, surgindo logo depois na tribuna, armados de um megafone e do refrão de "Man Under The Sea", do velhinho Closer To Paradise. Da desordem para a anarquia, há alguém que para aí pula, vinda das galerias, abraçando o músico com o amor que ele nos mereceu. E como se isto não houvera sido suficiente, houve ainda espaço para "Lighthouse". Melhor: houve ainda espaço para, após o suposto final, e já quando metade do público havia abandonado o Coliseu, Watson vir servir uma enormíssima dose de "To Build A Home", canção que juntamente com os Cinematic Orchestra colocou nos anais da pop e que proporcionou algumas selfies românticas. Magnífico será, talvez, dizer pouco; foi um assombro. Texto de: Paulo André Cecílio Fotos de: Rita Carmo/Espanta Espíritos