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Vodafone Mexefest: faltou algum Patinhas a estas Ducktails

Matt Mondanile regressou a Portugal com disco novo na bagagem - e mais não fez do que o mostrar, o que, considerando o resto da sua obra, é de lamentar.

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Para Matt Mondanile, mentor do projeto Real Estate e autor a solo enquanto Ducktails, não há melhor pop do que aquela que é feita com guitarras - delicadas, suaves, melancólicas. O que o embala é uma electricidade doce, electricidade que não é trovoada mas sim brisa leve de verão, um jangle nostálgico que nos transporta para lugares onde outrora fomos felizes. Embala-o a ele e, por conseguinte, embala também o público, que começou por preencher o Tivoli, deixando muito poucas cadeiras por ocupar. Tem sido assim desde que o norte-americano se estreou a solo com um álbum homónimo, em 2009, atingindo o pico com Arcade Dynamics, de 2011, e abandonando a capa lo-fi nos seus dois últimos registos, The Flower Lane (2013) e St. Catherine (2015). Foi precisamente neste último que baseou a grande maioria da setlist que aqui apresentou. O que é uma pena; significa que pérolas puras como "Art Vandelay" ficaram irremediavelmente perdidas na memória, a mesma memória que Mondanile, disco após disco, parece querer recuperar - ou que recuperemos por ele. E, já que falamos de momentos Seinfeldianos, ocorre um curioso quando o músico se levanta e atinge diretamente o microfone com o occipital, isto após ter apresentado uma das novas canções, intitulada "Headbanging In The Mirror"... Um incidente que não lhe terá provocado qualquer dano, mas que levou a alguma gargalhada. Durante uma dose tão forte de saudosismo o riso é importante. Ducktails não é, contudo, tristeza: é desejo, puro e duro, de voltar atrás. Canções tão frágeis que, se caírem ao chão, partir-se-ão em mil pedaços de melodias, por oposição a cintilarem bem alto - como o fizeram no Tivoli - por entre feixes de luz arco-íris. Cintilou, mas não ficou a brilhar eternamente. St. Catherine não contém (ainda, talvez...) canções tão memoráveis quanto o são as de tempos e álbuns idos, e isso é notório também para o público, que lentamente, tema após tema, foi abandonando cada vez mais a sala. Assim como foram notórios alguns problemas técnicos, com os quais os próprios músicos (Mondanile, juntamente com baterista, baixista e segundo guitarrista) iam gracejando, entre si. Faltou alguma riqueza na escolha das canções; um Tio Patinhas que elevasse bem alto o grau de aventura destas Ducktails. Nem "Killin' The Vibe", no final, aumentou a fasquia de um concerto que deveria ter sido (ainda mais) bonito. Fotos de: Rita Carmo/Espanta Espíritos