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Super Bock Super Rock: Vaccines espalham graffiti pelas paredes da Meo Arena

Banda britânica traz novo álbum que interrompeu três anos de silêncio até ao palco principal do Super Bock Super Rock, que aguarda por pesos mais pesados na sua jornada inaugural.

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Lá fora ainda impera a luz do dia e sente-se que o público que circula na área que se estende entre a Meo Arena e o Pavilhão de Portugal ainda anda, muito literalmente, a "apalpar terreno" nesta casa nova de um festival que já atingiu a maioridade há um par de anos. Mas dentro da arena onde funciona o palco central deste Super Bock Super Rock o sol não entra e por isso os Vaccines poderão beneficiar dessa ausência de luz que potencia o clássico espectáculo rock tornando visíveis os desenhos luminotécnicos que sempre ajudam à festa. O "barulho das luzes" pode assim juntar-se aos decibéis debitados pelo poderoso PA, ampliando a algazarra rock que começa por aqui às 20h30 em ponto. São os Vaccines de Justin Hayward-Young que acabam de entrar em palco. A arena ainda está bastante despida de gente, mas quem está presente recebe os londrinos de braços abertos. Aos acordes de "Ghost Town" as filas da frente respondem com o ondular típico de quem está aqui para festejar. Os Vaccines fazem, afinal de contas, parte dessa longa tradição britânica de bandas de guitarras que até empregam algum peso eléctrico nas suas composições, mas que nunca esquecem essa insustentável leveza pop que garante espaço nas playlists. "Dream Lover", tema que sai do recentíssimo English Graffitti, arrefece um pouco os ânimos pois ainda não possui aquele nível de familiaridade que o material mais antigo já carrega. Também soa algo diferente, um pouco mais epicamente neo-romântica ou algo que o valha. Entretanto, no palco, Justin pede que todos lhe mostrem os telefones e diz que o efeito é beautiful, talvez um dos primeiros sinais de que as bandas já perceberam que se não as podem vencer - as hordas de tiradores de selfies - mais vale juntarem-se a elas. Atitude que acaba por fazer pleno sentido quando se ouve o vocalista dos Vaccines a implorar "go easy on me" em "Wetsuit" tema de What Did You Expect From The Vaccines, o álbum que lhes inaugurou a discografia no já "distante" ano de 2011. "Minimal Affection" traz a banda de novo ao presente, no que à discografia diz respeito, mas atirando-os para o conforto sonoro dos anos 80, no que concerne às referências. É o som de um grupo a tentar impor o seu novo som descaradamente mais pop pelo meio das propostas mais familiares e decididamente mais roqueiras. A ondulação das cabeças das pessoas parece dizer-nos "primeiro estranha-se". No palco cruzam-se os dedos, certamente, à espera que isto depois se entranhe... E aí vem mais músculo rock, como o povo gosta. Para preparar as massas para as estrelas da noite: os High Flying Birds de Noel Gallagher e Sting, essa carta aparentemente fora do baralho que até poderá ser o trunfo mais forte deste jogo num novo tabuleiro.

Rui Miguel Abreu

Fotos de: Rita Carmo/Espanta Espíritos