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Super Bock Super Rock: Perfume Genius foi o Mr. Simpatia no Palco EDP

Mike Hadreas conquistou a plateia pouco numerosa não só com a sua intensidade, mas também com a naturalidade com que lidou com os problemas de som do início da sua atuação.

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Enigmático, misterioso, catártico: estes são os adjetivos que habitualmente associamos a Mike Hadreas, o músico norte-americano que assina discos como Perfume Genius. Depois da atuação esta tarde, no 'novo' Super Bock Super Rock, podemos acrescentar ao seu rol de atributos o título de Mr. Simpatia. Perante os problemas de som que assolaram o início do seu concerto no palco EDP, o autor de Too Bright brincou com o público, distribuiu sorrisos e desceu mesmo do palco para abraçar os fãs que se concentravam, ansiosos, juntos às grades. Com o sol a pôr-se atrás da pala do Pavilhão de Portugal, e depois de ultrapassado o percalço técnico, Mike Hadreas, que surgiu em palco vestido de negro e com o habitual batom rubro, deu então início ao concerto, que teria beneficiado de um ambiente distinto. Ao músico de Seattle, que ainda no final do ano passado vimos no Vodafone Mexefest, não há nada a apontar: independentemente do cenário em que se apresenta, facilmente entra num transe notável, digno de um exorcismo emocional. O público, apesar de atento, era contudo pouco numeroso, e teria sido mais fácil absorver estas canções extremamente pessoais, por vezes quase opressivas, numa atuação noturna. Acionando o seu já conhecido charme serpenteante, Perfume Genius, que também já tocara na encarnação do Meco do Super Bock Super Rock, apresentou-se acompanhado pela sua banda mas também sozinho, ao piano elétrico, hipnotizando os acólitos das primeiras filas com o corpo de trabalho sólido de que já dispõe, de "Sister Song" a "Grid", passando pela incontornável "Queen", com que fechou o concerto, e com a sua habitual intensidade performativa. Esperamos, porém, voltar a vê-lo num espaço onde os seus fantasmas dancem de forma mais íntima com o público português a quem, com humildade, Mike Hadreas nunca se esqueceu de ir agradecendo. Antes, no palco Antena 3, localizado no exterior da Meo Arena, Nuno Rodrigues, aka Duquesa, partilhou as canções do seu primeiro disco a solo, que entre outras referências nos traz à memória a doçura vintage de M Ward (nos Açores, onde o vimos atuar no festival Tremor, em 2014, uma senhora comparou-o a Mac DeMarco, lembramo-nos também). Homem delicadamente só, inicialmente, e acompanhado por um trio, no qual toca o guitarrista Rafa, seu companheiro nos Glockenwise, a Duquesa e os seus vassalos (palavras suas) cantaram amores à distância e rurais, gelados de verão e hinos de juntas de freguesia ("Abade Nation", dedicada a Abade de Neiva, freguesia de Barcelos da qual são naturais). Foi bonito. Texto de: Lia Pereira Fotos de: Rita Carmo/Espanta Espíritos