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Steve Albini abre o livro e fala sobre os Pixies, Ramones e Iggy Pop

O engenheiro esteve presente no podcast do cómico Marc Maron e revelou algumas histórias acerca do seu trabalho e das suas experiências com várias bandas de renome.

O lado mais simpático de Steve Albini manifesta-se, sobretudo, quando fala de música e do seu trabalho nesta indústria. O engenheiro de som, e músico de pleno direito, esteve recentemente presente no podcast do cómico norte-americano Marc Maron e abriu o livro acerca das suas experiências com nomes como os Pixies ou Iggy Pop. Antes de se dedicar a colocar o seu cunho muito pessoal em discos como In Utero, dos Nirvana, Albini começou por se apaixonar pelo punk, na adolescência, especialmente pelos Ramones: "Os temas das canções deles eram as mesmas coisas de que eu e os meus amigos falávamos: cultura trash, filmes de terror, bandas desenhadas", explicou. Do punk para os palcos - nos extintos Big Black - e dos palcos para a mesa de mistura foi um salto. Um dos álbuns mais marcantes da sua carreira enquanto engenheiro de som é Surfer Rosa, dos Pixies, sendo que reza a história que Albini não era grande fã da banda de Black Francis e companhia: "Achava que, enquanto banda, a música deles não era nada de especial. Especialmente considerando as possibilidades que a cena punk trouxe, na altura: a música deles soava-me conservadora", conta, acrescentando contudo que "acho que os Pixies eram decentes. O Charles [Black Francis] é um escritor de canções distinto [dos demais]. E acho a Kim Deal um génio". Albini explicou ainda porque se recusa a receber royalties dos discos em que trabalha ("acho que issofaz parte de um sistema que explora músicos e artistas de uma forma que não me faz sentir confortável", disse) e porque é que gravar The Weirdness, álbum de 2007 dos Stooges, foi tão importante: "foi a coisa mais fixe que já fiz... Só o facto da campainha tocar e ouvires alguém a dizer 'Sim, é o Iggy' é muito bom".