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Sporting-Benfica é no NOS Alive

O que é que os festivais de antigamente têm em comum com os de hoje? Um derby (ou vários) disputado ardentemente. Nós explicamos.

Vamos viajar até aos anos 90? Vamos, pois. Na década em que Kurt Cobain morreu e Eddie Vedder tinha o cabelo comprido, os festivais de verão apareciam em Portugal e o povo, que não era de modas, fez-se à estrada. Eram tempos de terra batida, cachorros com mostarda, muito cheiro a lareira e campismo quase selvagem. Estava tudo a começar e havia amor para fazer.

Agora voltamos a 2015 e o que é que vemos em eventos congéneres? Sushi, bifanas cool, sangria de frutos tropicais, saladas gourmet, zonas lounge, massagens e demais mimos. Não, isto não é um resort em Punta Cana, mas até há riquexós para transportar os mais comodistas. Queixamo-nos? Nem por isso. Quem tem saudades de poeira a entupir os pulmões?

A demanda das coisas que não mudam, do que ainda é igual ao que já foi, não é fácil: ok, ainda é possível comer um cachorro a pingar ketchup e a cerveja ainda é daquela que depois dá xixi. Mas algo mais palpável, do domínio do ritual?

Ora bem, vamos pôr as coisas desta forma: ainda se disputam Sporting-Benfica (12 vezes muitos, para não ser concreto) à moda dos anos 90 (e dos 80!) numa área a que carinhosamente denominaremos Matraquilhódromo, zona no final da zona de restauração onde a digestão se faz com remates, simulações e golos (alguns na própria baliza).

O equipamento é, claro, do tempo em que o Porto não ganhava pentacampeonatos porque frente ao Sporting só joga o Benfica e contra o Benfica só joga o Sporting. Há goleadas, empates, moedas (ao ar) encravadas e alguns sovacos molhados. Aqui joga-se tudo não se ganhando nada. Como sempre.

Texto: Luís Guerra

 

 

Fotos de: Rita Carmo/Espanta Espíritos