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Shirley Manson, dos Garbage, interrompe concerto para vestir cuecas

A cantora escocesa brincou com a situação, dizendo: "Aposto que isto nunca acontece à Beyoncé". Shirley Manson é uma das entrevistadas da BLITZ de novembro, nas bancas.

Shirley Manson, dos Garbage, interrompeu a atuação da banda em Londres, no passado domingo, para ir vestir umas cuecas. "Tenho de fazer uma coisa muito estranha. Tenho de ir ali atrás e vestir umas cuecas. A minha família está aqui esta noite, distraí-me e esqueci-me de vestir cuecas. Aguentem só um bocadinho", pediu, brincando: "aposto que isto nunca acontece à Beyoncé". Celebrando os 20 anos do seu primeiro disco, os Garbage tocaram 24 canções, entre velhos clássicos, raridades e uma versão dos Jam ("The Butterfly Collector") e outra de Vic Chesnutt ("Kick My Ass"). Shirley Manson é uma das entrevistadas da BLITZ de novembro, nas bancas. Veja aqui um pequeno excerto da sua conversa com a nossa revista:

Shirley Manson, dos Garbage, em destaque na BLITZ de novembro, nas bancas Já lhe aconteceu ser discriminada por causa da sua idade, agora que se aproxima dos 50 anos? Bem, eu não sou estúpida, por isso claro que é algo que tenho sempre em mente. Quando leio os artigos, geralmente frívolos, das revistas femininas, frequentemente sinto ondas de desespero. Cada vez que olho para a cara bonita de uma das minhas pares e consigo logo dizer que modificou a sua aparência, numa tentativa de aumentar a confiança e talvez de se sentir mais jovem ou bela, sinto sempre alguma deceção e tristeza no meu coração. Sinto que as mulheres têm muito mais para dar do que a sua aparência, mas cada vez que uma mulher faz uma tentativa para se agarrar à sua juventude, sinto que estamos a nadar num mar em que a beleza e a juventude são a única moeda com algum valor, para uma mulher que está a envelhecer. E no meu íntimo, não é nisso que acredito. Sinto que todo o tipo de beleza deve ser celebrado, mas o mais importante é saber se somos espertos, bondosos, corajosos, verdadeiros, se temos princípios, se somos honestos, autênticos - para mim, estas coisas é que contam, num ser humano! São as virtudes que tornam um ser humano interessante. Vivemos num momento bizarro e george orwelliano, em que as pessoas se estão a tornar homogeneizadas, seguindo o mesmo caminho e vestindo o mesmo fato, usando o mesmo relógio e o mesmo telefone. Fico perplexa. É uma manifestação distópica do futuro. (risos) Getty Images