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Seu Jorge acusado de plágio

O caso está a ser julgado no Rio de Janeiro. Dupla de músicos brasileiros diz ser a verdadeira autora de "Carolina", "Tive Razão" e outros temas.

Seu Jorge foi acusado de se apropriar de várias canções escritas por outros músicos. Segundo a imprensa brasileira, Rodrigo Freitas, mais conhecido como Kiko, diz que Seu Jorge se apropriou indevidamente de seis canções escritas por si e por Ricardo Garcia. Quatro destas canções acabaram por ser decisivas no sucesso de Seu Jorge: "Carolina", "Tive Razão", "Chega no Swing" e "Gafiera S.A.". Kiko garante que outras duas composições da dupla, "She Will" e "Não Tem", também foram registadas em nome de Seu Jorge, ainda que, até ao momento, não tenham sido gravadas. Ricardo Garcia diz que, em 1999, criou um projeto chamado Gafiera S.A., pretendendo com ele gravar um álbum e fazer vários concertos no formato 'baile'. Seu Jorge terá sido convidado pela dupla para participar no disco como cantor; no estúdio em Brasília, terá ficado a conhecer as canções. O projeto acabou por sofrer vários adiamentos e interrupções mas, segundo a acusação, antes de voltar para o Rio de Janeiro, Seu Jorge pediu para levar uma cópia das músicas gravadas. Cerca de um ano e meio depois, Kiko viu a cantora Paula Lima a cantar, na televisão, o tema "Tive Razão". Ao investigar, o músico descobriu que as canções que diz serem da sua autoria tinham sido registadas por Seu Jorge na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, pouco tempo depois das pré-produções em Brasília. Kiko fez entretanto o registo das mesmas canções, para obrigar a Biblioteca Nacional a apurar a origem das autorias. O músico diz ter "provas contundentes" de que escreveu aquele material. Seu Jorge não comentou diretamente o caso, fazendo saber pelos seus representantes: "O caso está sendo julgado pelo Poder Judiciário, como o de tantos outros artistas de todas as vertentes, e estamos confiantes de que a justiça será feita". A empresária de Seu Jorge à época das gravações, Danusa Carvalho, diz que o músico foi convidado para produzir o disco, e não para cantar com ele, e que alegadamente não recebeu o cachê que lhe fora prometido, de 5 mil reais (cerca de 1500 euros). Kiko e Ricardo argumentam que o cachê não foi pago por Seu Jorge ter agido "de má-fé". Kiko Freitas pede uma compensação pelas perdas materiais com os direitos autorais das canções e também pelos danos morais. As canções que o músico diz serem suas foram incluídas nos discos de Seu Jorge e em quase 50 compilações lançadas em vários países, acrescenta.