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Rui Veloso fez 35 anos de carreira na MEO Arena: uma gigantesca ovação

Músico do Porto celebrou as bodas de coral na lotada sala lisboeta, onde não faltaram viagens pela carreira de mais de três décadas, homenagens aos que o acompanharam nesta caminhada e algumas participações especiais.

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Foi sob uma tremenda ovação, daquelas que nem a mais acarinhada equipa de futebol consegue receber dos seus adeptos, que Rui Veloso subiu ao palco da Meo Arena, depois de uma introdução a cargo de um coro de cerca de duas dezenas de pessoas, oriundo da Escola Superior de Música de Lisboa, conduzido pelo maestro Paulo Lourenço, que imprimiu a dimensão épica que o momento requeria - afinal de contas, não é todos os dias que se celebram aniversários como este que relembrou os 35 anos de carreira de um importante e carismático ícone da música portuguesa. Todo o espetáculo de ontem foi pensado ao pormenor, começando no cenário forrado a licras brancas que transformou por completo o palco, num imaginário algures entre os espetáculos de casino e os concertos acústicos que fizeram as grandes bandas de rock dos anos noventa trocarem as cordas de aço pelas de nylon (o próprio músico tratou de ligar e desligar as suas guitarras da corrente consoante as baladas ou os temas de índole rock o exigissem), passando pela aposta na componente audiovisual e acabando no próprio alinhamento que alternou entre alguns dos momentos chave da sua carreira. E tudo começou com "Praia das Lágrimas", com Rui Veloso sentado numa cadeira rotativa, de viola ao colo, no centro do palco, secundado pela sua banda, constituída por teclados, bateria, percussão (a imprimir uma certa textura tropical a algumas músicas), guitarras e baixo (dedilhado pelo talentoso e incontornável Zé Nabo), seguindo-se "Má Fortuna" e "A Gente Não Lê", canções que serviram de aquecimento vocal para a generosa moldura humana que ontem lotou o Meo Arena, uma adesão massiva que encheu o músico de orgulho e impulsionou umas palavras de agradecimento àqueles que estimam a música portuguesa. Ainda assim, e apesar da audiência ter-se mostrado sempre muito participativa, o primeiro indício de entrega desmedida só chegou ao som de "O Prometido é Devido", em pleno refrão, altura em que todas as gargantas se uniram num só esforço. O episódio viria a repetir-se em "Nunca Me Esqueci de Ti" e "Todo Tempo do Mundo", com Mário Barreiros a ser chamado ao palco para dar o seu contributo na guitarra elétrica, numa fase em que o concerto já começava a pedir alguma agitação e na qual o próprio Rui Veloso aproveitou para se electrificar. Os solos não tardaram em surgir... A forma como Rui Veloso gere os seus alinhamentos diz-nos muitos sobre as suas qualidades enquanto músico mas também sobre a sua experiência de palco. Se por um lado aposta na seriedade e no empenho para que tanto ele como a sua banda não falhem uma nota que seja nos temas interpretados, por outro também sabe que é preciso quebrar a barreira entre palco e plateia com alguma interação com os presentes. E fá-lo de uma forma descontraída, recorrendo ao sentido de humor que bem lhe conhecemos. Aborda amigos, familiares e companheiros de luta (Tim, Jorge Palma e Vitorino são alguns dos que marcaram presença do lado de cá), e ainda vai contando algumas das histórias que se escondem por detrás dos temas escolhidos. Por fim, agradece a Carlos Tê e destaca a importância que este teve na sua carreira. A celebração de ontem à noite teve também como ponto alto as participações especiais. Primeiro, pela harmónica de António Serrano, músico que já tocou com Paco de Lucía, e que embelezou temas como "Porto Sentido", provavelmente uma das músicas mais belas e envolventes do repertório de Rui Veloso, uma verdadeira homenagem à Cidade Invicta detalhada ao mais ínfimo pormenor, e "Sayago Blues". Segundo, pela voz da fadista Mariza, que deu o seu contributo em "Não Queiras Saber de Mim" (num distinto exercício de pergunta-resposta com o anfitrião da noite), cantou uma música do seu repertório, "Tasco da Mouraria", e ainda confessou ao público que já há muito tempo que não via Rui Veloso assim tão contente. No capítulo dos coros uníssonos, destaque para a sequência "Jura", "Fado do Ladrão Enamorado", "Primeiro Beijo", "A Paixão (Segundo Nicolau da Viola)" (vulgarmente conhecida por "Anel de Rubi") e "Não Há Estrelas no Céu", curiosamente, todas elas guardadas para o encore, depois de uma despedida de palco ao som de um poema de Eduardo Costley-White. Só um medidor de decibéis seria capaz de nos dar ao certo o valor debitado pelo gigantesco coro da Meo Arena nestas últimas músicas. Uma coisa é certa: não há parede, canto, aresta ou fenda neste espaço ribeirinho onde esta gigantesca onda sonora não tenha ricocheteado, ainda para mais quando o último adeus é garantido pelo festivo "Baile da Paróquia". As de coral já lá vão, venham as bodas de rubi, platina e ouro! Texto: Manuel Rodrigues Fotos: Rita Carmo/Espanta Espíritos