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Rock in Rio Lisboa 2012: recorde a reportagem do 2º dia, com Smashing Pumpkins e Linkin Park (26/05) [atualizado com vídeos]

Limp Bizkit e Offspring animam gerações distintas, Xutos e Titãs casam sotaques e posturas contestatárias. Smashing Pumpkins a duas velocidades. 83 mil pessoas na Bela Vista (números da organização).

18h23 - A BLITZ já está no recinto e é já grande a azáfama em volta do Parque da Bela Vista. A fila para entrar é extensa e já há também muito público (mais do que ontem) a aguardar o início dos concertos no Palo Mundo. As bancas dos parceiros do Rock in Rio não hesitam em passar alguns dos temas mais conhecidos dos grandes protagonistas da noite (já ouvimos Limp Bizkit e Offspring, bandas que continuam a agradar a um público bastante jovem).
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19h30 - Caminhar pelas ruelas da Cidade do Rock é ouvir kuduro vindo da banca da Santa Casa, levar com uma "mochila" de Heineken no lombo e ouvir, em simultâneo, canções de Bob Marley e Michel Teló & Netinho (quem ainda se lembra?). Às últimas horas de sol, a algazarra já é grande e o sossego possível encontra-se na Rock Street, o espaço "importado" da edição carioca do Rock in Rio, no ano passado, que replica a fachada das casas e o espírito (ou parte dele) da cidade de New Orleans. Muito mimosa e bem conseguida, a dita rua convence, ainda assim, muito mais gente a fazer fila para ganhar brindes rodando uma roleta do que para ver a atuação dos portugueses Nobody's Bizness, num coreto gracioso. A voz quente de Petra Pais, ao serviço de versões blues, vai-se em todo o caso espalhando ao longo dos vários espaços comerciais da Rock Street, musicando, por exemplo, a dança sevilhana de dois cavalheiros ao serviço do balcão do turismo de Espanha ("Ladies Be Wise" foi a canção). O que também vai circulando, e aterrando nos nossos ecrãs móveis, é uma fina camada de poeira a fazer lembrar os festivais do verão que aí vêm.
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19h53 - Fred Durst está neste momento a fazer com uma das câmaras que capta o concerto dos Limp Bizkit precisamente o mesmo que canta: "Rollin'" é o tema que encerra uma hora de atuação intensa, com o vocalista da banda norte-americana a mostrar-se muito satisfeito com o regresso a Portugal. "Este é um grande dia para os Limp Bizkit. Há muito, muito tempo que não tínhamos um dia assim", exclamou o músico antes de partir para "Nookie", tema que fez disparar a popularidade da banda no final da década de 90, hoje apresentado já bem perto do final do concerto. Em 10 canções, os Limp Bizkit desenharam o retrato de um percurso que ajudou a definir um nu-metal que parece ainda bem vivo na memória de todos os que hoje acorreram ao Parque da Bela Vista - refira-se que de Gold Cobra, editado em 2011, apenas ouvimos "Bring It Back". Mais novos ou mais velhos, foram muitos os que se deixaram levar pelos mosh pits que se formaram espontaneamente logo aos primeiros acordes de "My Generation", canção com honras de abertura. Entre as milhares de pessoas concentradas frente ao Palco Mundo, eram muitos os que se vestiram a rigor, em homenagem a um Durst que não dispensa o boné que se tornou sua imagem de marca. Ao início enérgico, com direito a muitos copos de cerveja pelos ares, sucederam-se "Hot Dog" e "Livin It Up", mas foi com "My Way" que o coro voltou a avolumar-se. O vocalista aproveitou os interlúdios e alguns intervalos (demasiado longos, por vezes) entre canções para mostrar a sua admiração pelos fãs portugueses (chegou mesmo a percorrer o corredor frente ao palco, subindo à regie para comunicar mais perto, durante "Break Stuff") e para puxar pelos fãs das bandas que se seguem - cantarolou "In the End" dos Linkin Park e "Why Don't You Get a Job" dos Offspring. A sequência final do concerto começou com "Take a Look Around" - tema oferecido pela banda à banda-sonora do filme Missão Impossível 2 - reconhecido aos primeiros acordes e seguiu depois pela balada "Behind Blue Eyes", acompanhada por um coro gigante ("Vocês têm uma voz linda", exclamou Durst) e braços no ar. A versão algo diferente de "Nookie" foi recebida com alguma estranheza, mas depois do primeiro refrão já ninguém conseguia sair do mosh. "Rollin'" colocou o ponto final.

19h50 - Zé Pedro é recebido como o verdadeiro embaixador do rock português em que se tornou, no Palco Sunset - título bem adequado ao pôr-do-sol já fresco que emoldura o concerto dos Xutos & Pontapés com os Titãs (os Xutos hão de voltar à Bela Vista, para um concerto a solo). "Quem é Quem" marca o arranque do concerto, ainda só com os portugueses em palco, munidos da habitual energia e precisão, ganhas ao longo de décadas a criar uma relação de olhos nos olhos com o público. São este estatuto e esta confiança que permitem aos Xutos ter gente a cantar, em coro, as suas letras, logo à primeira canção. À segunda, a fórmula torna-se ainda mais poderosa, com a chegada dos brasileiros Titãs. A banda paulista pode não ser sobejamente conhecida do público português, mas as suas letras contestatárias e energia punk casam lindamente com a escolha, por parte dos Xutos, de um repertório mais veloz e politizado. Dez pessoas em palco, incluindo dois bateristas, transmitem uma energia muito especial ao público numeroso que se concentra, entusiasmado, frente ao Sunset (até uma muleta no ar vimos): os Xutos põem "Não Sou o Único" em cima da mesa, os Titãs ripostam com "Bichos Escrotos" e "Porrada"(um momento catártico, aquele em que se propõe dar porrada nos banqueiros e "caras que não fazem nada"). A mesma toada de crítica acesa mantém-se em "Vossa Excelência", "uma homenagem a essa classe política incompreendida e perseguida, os políticos!", e a surpresa avoluma-se com a versão de sotaque brasileiro para "À Minha Maneira". Não há dúvida que o número de pessoas em palco fez a diferença, e que o sotaque paulista trouxe outro sabor a uma receita que conhecemos bem, mas o entusiasmo da equipa Xutos & Titãs foi o verdadeiro ingrediente secreto de uma sucessão de bons momentos, com eletricidade a dobrar e mensagens oportunas, berradas com a convicção devida.
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21h24 - Com os Offspring como banda-sonora, lá ao fundo, descobrimos um Rock in Rio transformado em verdadeira feira popular, com direito a montanha russa e roda gigante - e as habituais (e volumosas) filas para dar uma voltinha. Mas a atração maior continua a ser, como em anos anteriores, a banca da operadora de comunicações móveis que patrocina o festival onde se oferecem sofás insufláveis: avistamos duas filas com largos metros de extensão. A animação no Palco Sunset encerra com os Xutos & Pontapés e os brasileiros Titãs. Deste dueto não muito inesperado - as bandas colaboraram também na edição de 2011 do Rock in Rio, no Rio de Janeiro - saem "Para Ti Maria", "Minha Casinha" e, a terminar, com sotaque brasileiro - e num encore exigido pelo muito público que se concentra a apoiar as duas bandas - "À Minha Maneira". 20h25 - A caminho do Palco Mundo, cruzamo-nos com uma boa porção de gente empoleirada em árvores ("é para te ver melhor", dirão às bandas) e com uma seleção de t-shirts que vão de Green Day aos cabeças de cartaz Linkin Park, passando pelos Pearl Jam ou pelo Mártir Cobain. No relvado frente ao palco principal, ainda há espaço (e luz) para alguns piqueniques e sestas refasteladas em sofás insufláveis, mas o cenário rapidamente se alterará. Vimos os Offspring neste preciso recinto há quatro anos e o guião de então repete-se aos primeiros acordes das primeiras canções: rapaziada que não seria nascida quando Smash saiu precipita-se colinas abaixo, para se juntar aos que, lá em baixo, já saltam, descontroladamente ao som dos êxitos que nós, "jovens" trintões, ouvíamos no liceu. A reação de perfeito delírio a "All I Want" e "Come Out and Play", com o relvado quase cheio de cristas rosas fluorescents aos pinchos, arranca elogios a Dexter Holland ("You're a great crowd", diz o vocalista) e, dada a data de saída dos respetivos álbuns, faz-nos interrogar: serão estes os novos clássicos? Atrás de nós, uma rapariga mostra deter um conhecimento de causa inferior aos camaradas do relvado: "Estou a curtir bué!", exclama para o amigo. "Tu conheces a música deles? É que eu não conheço quase nada". Entre gente a ser pescada das primeiras filas (e a percorrer, esfusiante e escoltada por seguranças, o caminho dali para fora) e o habitual espetáculo dos aviões a passar "baixinho" rumo à Portela, os Offspring mantiveram os ânimos juvenis bem exaltados - para tal, só tiveram de jogar cartadas seguras como "Pretty Fly (For a White Guy)" ou "Self Esteem", e a festa estava feita.
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23h32 - Os californianos Linkin Park estão neste momento a terminar o concerto no Palco Mundo e a provar por que razão atraíram 83 mil pessoas para os ver. A receção calorosa à banda de Chester Bennington e Mike Shinoda por parte da verdadeira enchente frente ao Palco Mundo não deixa margem para dúvidas: eles são os reis da segunda noite do Rock in Rio Lisboa 2012. Apesar de estarem prestes a editar Living Things, o novo álbum de originais, os Linkin Park acabaram por tocar apenas os dois singles que antecipam o disco e basearam a atuação nos maiores sucessos de uma carreira que conta com mais de 12 anos e nos melhores momentos de A Thousand Suns, de 2010. Naquele que foi o primeiro concerto da digressão europeia da banda, a química entre Bennington e Shinoda ajudou a atear um fogo que raras vezes perdeu força. A enfurecida "Given Up" teve direito a coro, "Faint" deixou a Bela Vista em peso aos pulos e só algumas músicas depois o registo amansou no início de "From the Inside". As letras estão todas na ponta da língua e entretanto chega "Somewhere I Belong", que exige braços no ar. Sem grandes pausas, a banda ataca "Numb", hino de uma geração que, aparentemente, está no Rock in Rio em peso. "Temos álbum novo a sair e queríamos tocar algo novo para vocês esta noite", diz Bennington antes de "Lies Greed Misery", o novo single de Living Things - "Burn it Down", o primeiro, surgiria um pouco mais à frente no alinhamento. A banda não se fez rogada em apresentar todos os temas que emprestou aos vários filmes da saga Transformers: primeiro chegou "Iridescent", num medley que também incluiu "Shadow of the Day", com direito a telemóveis e isqueiros acesos; depois foi a vez de "What I've Done", que aqueceu e bem a noite fria; e finalmente "New Divide", em modo mais gingão. Mas para a galeria de momentos altos do concerto dos Linkin Park, ficaram também um "Breaking the Habit" que deixou tudo em alvoroço, o velhinho "Crawling", com Bennington a descer ao corredor frente ao palco para sentir o coro mais de perto (volta a subir, debaixo de assobios, com um cachecol do FC do Porto oferecido por um fã), e um "In the End" que levou Shinoda também a descer até bem perto do público. Para o final ficaram guardados "Bleed It Out", entrecortado por uma curta homenagem aos Beastie Boys ("Sabotage"), "Papercut", do primeiro álbum da banda, e "One Step Closer", que encerrou a atuação em alta.

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00h00 É tentador pensar que o gesto de Billy Corgan, logo à segunda canção, teve algo de irónico. A meio de uma versão poderosa de "Bullet With Butterfly Wings", tema emblemático do álbum mais badalado dos Smashing Pumpkins, Mellon Colie and the Infinite Sadness, o norte-americano abre os braços para cantar de forma bem sentida, fitando o público: "Can you fake it, for just one more show?". A frase ganhava ali um potencial novo sentido: afinal, ainda recentemente Corgan jurou a pés juntos que não poria os discos "clássicos" dos Pumpkins a render, preferindo concentrar-se no material novo. E esta noite, na Bela Vista, apostou nesses mesmos clássicos - trio de abertura, poderosíssimo, com "Zero", "Bullet..." e "Today" - para causar a melhor impressão possível. O impacto deste rock ácido e aguçado é, ainda hoje, inegável, e o êxtase que deflagrou na Bela Vista não dava margem para dúvidas: a máquina do tempo acionada pelos Pumpkins do século XXI (com Mike Byrne na bateria, Nicole Fiorentino no baixo e Jeff Schroeder na guitarra) estava tudo menos enferrujada, devolvendo a energia ora raivosa, ora sonhadora de outrora. O entusiasmo popular foi diminuindo à medida que a banda avançou para versões longas e algos experimentais de "Starla" e "The End is the Beginning is The End", e ainda mais, arriscaríamos a dizer, quando o novo Oceania, nas lojas em breve, veio à baila. Reconhecemos: é preciso ter alguns "cojones" para mostrar "Quasar" e "Panopticon" perante dezenas de milhares de pessoas não familiarizadas com um álbum ainda por sair. A balança entre os desejos de Corgan e a satisfação do público ia-se equilibrando com momentos como "1979" (bela discussão atrás de nós, sobre se a canção se chama "mil novecentos e setenta e nove" ou "... e sessenta e nove"); "Tonight" (com um enorme coro de "believe in me as I believe in you...") ou até "Ava Adore", do pouco consensual Adore, ontem algo garageira. "Traz o Chamberlineeee de volta!", berrava atrás de nós um fã, durante "Oceania", outra das canções novas, atmosférica e com Corgan nas teclas. "É o baterista. O antigo", esclarece de seguida o mesmo rapaz, enquanto não longe dali um senhor se escandalizava com o facto de as amigas não conhecerem nenhuma canção dos Pumpkins. "Nem das antigas? Nem a Tonight?". O prémio de Melhor Comentário Beavis and Butthead terá de ser entregue, porém, a esta revelação: "Esta banda tem uma gaja!". De volta ao concerto, porém: depois de um pedido de encore não muito convincente, os Smashing Pumpkins regressam a palco para oferecerem "Disarm". "Ah, faltava esta!", lembra-se alguém ao nosso lado. E logo a Bela Vista, algo adormecida em certos momentos, despertou para acompanhar a canção com palminhas a compasso (é difícil não imaginar o que teria Corgan a dizer sobre isto). Uma versão de "Space Oddity", a fumegante "X.Y.U.", novamente resgatada a Mellon Colie, e, depois de algum convívio com os fãs, "Black Diamond", dos Kiss, marcaram a despedida do grupo de Portugal. Para casa trouxemos a imagem de Corgan a fazer corninhos à moda de Manuel Pinho e uma dúvida: se esta fórmula mista (êxitos para agradar aos fãs, novidades para manter Corgan e a banda motivada) vai chegar intacta ao fim da digressão dos Smashing Pumpkins, que agora segue para Estados Unidos e Austrália. Textos de Lia Pereira e Mário Rui Vieira Fotos de Rita Carmo