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Prince compara contratos com editoras a escravatura

"Aconselharia qualquer artista novo a não assinar contrato com uma editora", diz o músico.

Prince reuniu um grupo de dez jornalistas em sua casa, em Minneapolis, no sábado passado, fazendo declarações polémicas. "Os contratos com editoras são como... vou dizer a palavra: como a escravatura. Aconselharia qualquer artista novo a não assinar contrato com uma editora", afirmou. Segundo o NPR, Prince acredita que os contratos oferecem aos artistas muito pouco controlo sobre a sua própria música, oferecendo-lhes ainda uma parte exígua dos royalties decorrentes do streaming. De acordo com os jornalistas presentes na ocasião, Prince não permitiu o uso de gravadores e telemóveis, pelo que não há registo das suas palavras. O músico também proibiu que houvesse álcool na sala. O homem de "Purple Rain" aproveitou ainda para defender o Tidal, o serviço de streaming de Jay-Z. "Se tivermos os nossos próprios recursos, podemos encontrar aquilo de que precisamos. o Jay-Z gastou 100 milhões de dólares para criar o seu próprio serviço. Temos de apoiar os artistas que estão a tentar controlar [o processo]". Para Prince, os artistas deveriam ser pagos diretamente pelos serviços de streaming, eliminando os intermediários como as editoras discográficas. Esta não é a primeira vez que Prince equipara a indústria discográfica à escravatura: há 22 anos, o norte-americano escreveu a palavra "slave" (escravo) na cara quando cortou o vínculo que o ligava à Warner Music, com quem no ano passado voltou a assinar contrato.