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Pink Floyd acabam oficialmente: "Seria um embuste voltar atrás" diz David Gilmour

Guitarrista falou sobre os 48 anos que passou na banda britânica e diz que não sente a responsabilidade de continuar porque os fãs querem continuar a vê-los e ouvi-los.

Os fim dos Pink Floyd foi oficialmente decretado pelo guitarrista David Gilmour numa entrevista recente à revista Classic Rock. O músico diz que seria "um embuste" voltar atrás e que não sente a responsabilidade de continuar porque os fãs querem continuar a ver e a ouvir a banda. 

"Passei 48 anos nos Pink Floyd - bastantes desses anos, no início, passei-os com o Roger [Waters]. E esses anos que são hoje considerados o nosso apogeu foram 95% recompensadores em termos musicais, felizes e repletos de diversão e gargalhadas", começa por dizer Gilmour, "não quero, obviamente, deixar que os outros 5% me estraguem o tempo fantástico que passámos juntos. Mas já demos o que tínhamos a dar, acabou - e seria um embuste voltar atrás e fazer tudo novamente". 

O músico acrescenta ainda: "obviamente, aceito que haja pessoas que querem ver e ouvir esta lenda que eram os Pink Floyd, mas temo que isso não seja responsabilidade minha. Para mim, há duas palavras que resumem o trabalho que quatro pessoas desenvolveram juntas. É apenas uma banda pop. Não preciso dela. Não preciso de voltar ali".  

Os Pink Floyd juntaram-se em 1965 e Roger Waters, vocalista e fundador, abandonou a banda em 1985. Desde então, editaram três álbuns bastante espaçados no tempo: A Momentary Lapse of Reason (1987), The Division Bell (1994) e The Endless River (2014).