Blitz

Uma parceria com o jornal EXPRESSO

siga-nos

Perfil

Notícias

Petite Noir imponente, algures entre Bloc Party e Woodkid, no Vodafone Mexefest

Atuação competente do projeto concretizado pelo sul-africano Yannick Ilunga, faz o São Jorge em peso levantar-se das cadeiras.

Petite Noir
1 / 8

Petite Noir

Petite Noir
2 / 8

Petite Noir

Petite Noir
3 / 8

Petite Noir

Petite Noir
4 / 8

Petite Noir

Petite Noir
5 / 8

Petite Noir

Petite Noir
6 / 8

Petite Noir

Petite Noir
7 / 8

Petite Noir

Petite Noir
8 / 8

Petite Noir

A introdução com o hipnotizante "Intro Noirwave", ainda sem o homem que se apresentou ao mundo como Petite Noir em palco, deixou logo bem claro ao que vinha o coletivo de músicos liderado pelo artista sul-africano: colocar a plateia a mexer-se ao som de uma batida imponente e contagiante. 

"Olá", num português perfeito, foi a primeira palavra que se ouviu da boca de Yannick Ilunga, que envergava orgulhosamente uma camisola com '1991', o seu ano de nascença, escrito. E rapidamente seguiu com os espasmos de "Best", respeitando o alinhamento de La Vie Est Belle / Life is Beautiful, álbum com que se estreou este ano, e mostrando que a música que faz seria hoje uma espécie de sonho húmido de uns Bloc Party que se perderam pelo caminho.

A agressividade das guitarras e da bateria deixou a plateia sem saber bem o que fazer, mas bastou o músico puxar um pouco para a sala em peso se levantar para dançar ao som do sedutor "La Vie Est Belle / Life is Beautiful" e o nervosinho "MDR". O bamboleante "Shadows" e o militarista e sombrio "Come Inside", recuperados ao EP The King of Anxiety, não impediram algumas dissidências mas quando a bateria voltou a puxar à dança (num tribal "Sometimes" que parece ter sido pedido emprestado a Woodkid) ninguém aguentou ficar parado no lugar. 

Texto: Mário Rui Vieira

Fotos: Rita Carmo/Espanta Espíritos 

98759, 98756 ,