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Optimus Alive'11: reportagem e fotos do 3º dia, 8 de julho

Devido a problemas técnicos no palco Optimus, os concertos de Klepht, The Pretty Reckless e You Me At Six foram cancelados. 30 Seconds To Mars chegaram a tocar, Grinderman e Fleet Foxes arrasaram.

A BLITZ vai estar em reportagem no Optimus Alive!11, no terceiro dia de concertos no Passeio Marítimo de Algés, em Oeiras. Fique atento ao nosso site e saiba o que se vai passando no evento de Algés, onde hoje atuam 30 Seconds To Mars, Grinderman, Fleet Foxes, Friendly Fires e Pretty Reckless, entre outros. Diga-nos também qual o concerto que mais quer ver no terceiro dia de Optimus Alive!11 - e consulte abaixo os horários dos espetáculos. Veja aqui a reportagem e as fotos da BLITZ dos concertos do segundo dia, 8 de julho, com Foo Fighters, Iggy & The Stooges, Xutos & Pontapés (com Zé Pedro) e Primal Scream, entre muitos outros. 8 de Julho - Horários do terceiro dia de Optimus Alive!11

Palco Optimus The Chemical Brothers - 01h15 30 Seconds to Mars - 23h00  You Me At Six - 21h20 The Pretty Reckless - 19h50 Klepht - 18h30

Palco Super Bock Digitalism - 03h00  Slimmy - 01h40 Thievery Corporation - 00h15 Grinderman - 22h15 Fleet Foxes - 20h30 Angus & Julia Stone - 19h10 Friendly Fires - 18h00  Massay - 17h00

Palco Optimus Clubbing Dim Mak apresenta: Steve Aoki - 02h30 Afrojack - 01h00 Uffie - 00h30 Sidney Samson - 23h20 Atari Teenage Riot - 22h50 Congorock - 21h50 Rob Roy - 21h30 Autoerotique - 20h30 Motor - 20h00 Mustard Pimp - 19h00 Tai - 18h00 Scanners - 17h30 New Ivory - 17h00

============================== 18h51 Céu nublado em Algés - e não estamos a falar metaforicamente. Se vem a caminho do Optimus Alive!11, traga um agasalho, que a noite promete algum arrefecimento. As nuvens não estragam, contudo, a diversão no recinto. No Palco Super Bock acabam de tocar os Friendly Fires; foi durante a actuação dos extrovertidos ingleses que a BLITZ falou com Robin Pecknold. O vocalista dos Fleet Foxes mostrou-se entusiasmado com a estreia ao vivo em Portugal e prometeu: a banda de Helplessness Blues vai voltar em breve ao nosso país, para um novo concerto.
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19h00 O papagaio colorido de Pala, o segundo álbum dos Friendly Fires, acolheu os muitos que se encontravam frente ao palco Super Bock para assistir ao concerto da banda que nos lembra como é bom estarmos no verão. À hora em que a banda atuou as nuvens ainda não se tinham avolumado sob o recinto do Optimus Alive'11 e o suor que passados poucos minutos escorria pela face do vocalista Ed Macfarland era prova viva do calor que se sentia em cima e fora do palco. A abrir o concerto esteve a infecciosa "Lovesick", com a secção de metais a fazer-se sentir em força, e a energia da dança tresloucada de Macfarland a contagiar o público, que minutos mais tarde brindaria a banda com uma das maiores ovações que ouvimos nos últimos três dias no palco alternativo. A pura diversão continuou ao som de temas mais ou menos conhecidos, como "Jump Into the Pool", a intrigante "Blue Cassette" (um dos momentos fortes de Pala) ou a muito celebrada "Skeleton Boy", do disco de estreia homónimo. Macfarland, franzino mas enérgico de tal forma que faria Nic Offer dos !!! pensar que se estava a olhar ao espelho se ali estivesse, é um verdadeiro portento em palco e apesar de não comunicar muito não hesita em atirar-se para o meio dos fãs. No momento em que - já a banda estava completamente coberta em suor - se atiram a "Hawaiian Air", temos de correr para mais uma entrevista e ficamos com pena de não ouvir "Kiss of Life"... E com pena de perceber o quão injusto foi colocar os Friendly Fires a atuar a uma hora tão pouco convidativa. 19h45 A caminho do palco Super Bock para apanhar a atuação do duo australiano Angus & Julia Stone não foi possível conter a preocupação: a música delicada destes dois irmãos poderá não aguentar o impacto da autêntica rave instalada no palco Optimus Clubbing onde um tal de Mustard Pimp leva o botão do volume de som até ao "11". Dois problemas: o botão só é suposto ir até ao 10 e os vizinhos Angus e Julia estão ali para cantar canções sobretudo acústicas e predominantemente delicadas... Chegados ao palco, os manos vêm acompanhados de baterista, baixista e violoncelista. A menina Julia alterna entre teclados, guitarras eléctrica e acústica e até trompete tocado só com uma mão (!!!). Angus viaja entre a eléctrica e a acústica. Os dois cantam, umas vezes sós, outras harmonizando. O resultado pedia, sinceramente, outro cenário. Mas a tenda está composta e parece até imune ao "rumble" de graves que chega indesejado do palco vizinho. Mas as canções lá vão tecendo a sua magia especial, criando o seu próprio espaço e fazendo o possível para nos levar a todos a esquecer o frio. Curiosamente, parece resultar: "Hold On", "Black Crow", "Santa Monica Dream"... Julia conquista-nos com o "olá", rouba-nos o coração com o "tudo bem" e o sol parece que volta a brilhar. Amostra mais do que positiva de folk e dub e vaudeville e música feita de rendilhados melódicos que pede um regresso num espaço mais cosy... Venha ele. 20h14 Devido a "problemas técnicos " - à boca pequena fala-se da estrutura do palco e da segurança das colunas, mas não existe uma explicação oficial - ainda não houve qualquer concerto no Palco Optimus. Klepth e Pretty Reckless continuam, pois, à espera de "ordem" para atuar. 21h20 Depois de várias horas de indecisão, a organização subiu ao palco para dar instruções ao público, que por questões de segurança deverá cumprir à risca o que os seguranças disserem, afastando-se do palco. Na sala de imprensa, confirma-se que os concertos de Klepht, The Pretty Reckless e You Me At Six estão cancelados e que a organização está a tentar resolver os problemas técnicos para que os 30 Seconds to Mars e os Chemical Brothers possam subir ao palco. Ainda não há horas para o início das atuações.
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22h00 O concerto dos Fleet Foxes foi visto na íntegra, com a deferência que uma estreia deste nível em Portugal merecia. Ou talvez se deva falar em antestreia, uma vez que o regresso avançado à Blitz poderá acontecer em nome próprio, o que seria mais do que justo. A música de Robin Pecknold e companhia merece o recato de uma sala (se nos é permitido sugerir, que tal uma Aula Magna ou Coliseu?) que permita toda a concentração do público e da banda sem distracções de subgraves como os que se ouviam no palco Super Bock vindos do palco Optimus Clubbing. "The other stage is loud", comentou Robin. E dizer "loud" era dizer pouco... A música que os Fleet Foxes executam em palco vive de força, mas também de detalhes, de harmonias delicadas. E isso traduz-se numa entrega que é emocional, mas também física. Robin pingava suor sem andar aos saltos pelo palco e se isso pode indiciar um metabolismo mais permeável a nervosismos, também pode traduzir um mais lógico cansaço: cantar e tocar assim pode ser também muito extenuante. Os Fleet Foxes são uma banda admirável. Em palco socorreram-se de bateria e percussões avulsas, piano e orgão, contrabaixo, guitarras acústicas e eléctricas, de seis e doze cordas, um baixo Hofner, flauta, violino, saxofone... tudo para criar uma harmonia quase celestial que a dada altura parecia mesmo capaz de interferir com os elementos. Se tivesse chovido teria sido poético, uma espécie de harmonia natural entre a água que escorria do rosto de Pecknold e a chuva que cairia das nuvens... Não aconteceu, mas não foi por causa disso que o concerto deixou de ser prometedor. Ouviram-se os mais emblemáticos temas da ainda curta discografia desta banda de Seattle: de "Grown Ocean" e "Mykonos" a "Your Protector", "White Winter Hymnal", "Ragged Wood", "Lorelai", "Montezuma", "The Shfrine/The Argument", "Blue Ridge Mountain" e para terminar "Helplessness Blues". O crescendo foi hipnótico, com Robin e companheiros a ganharem confiança à medida que iam superando alguns pormenores técnicos da mistura, mostrando-se como excelentes músicos de múltiplos recursos - guitarras e contrabaixo tocados com arco, percussões variadas a pontuarem o ar de brilhos metálicos, mandolim... tudo para servir os incríveis arranjos que os Fleet Foxes têm usado para impôr a sua visão de uma pop carregada de luz e frio e calor de branco de neve e de verde de campo. A entrega da banda foi no entanto recompensada com o visível entusiasmo do público e a banda fez elogios: "vocês têm o melhor ritmo de todos os públicos de todos os países em que já tocámos" foi um dos mimos. "You guys are super sweet" (não nos atrevemos a traduzir) foi outro. E mesmo se ainda houve quem tivesse coragem de perguntar ao vizinho quem era que estava em palco ouvindo como resposta um irónico "Zeca Afonso", a verdade é que a maioria sabia o que estava ali a fazer. Sorte a deles.
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22h15 Fica bem a guitarra a Nick Cave. Aos 53 anos, o australiano surgiu - ou deveremos dizer explodiu? - no Palco Super Bock com uma elegância inabalável. Fato escuro sobre camisa branca, longilíneo como sempre, aquilo a que se chamaria um cavalheiro. O temperamento deste cavalheiro, contudo, é sanguíneo, graças a Deus (que, de resto, deve ter tido um dedinho no alinhamento deste palco). À segunda música, "Worm Tamer", a guitarra já tinha sido trocada pelos braços do público, agraciado pela proximidade de Cave enquanto este vocifera "I've loved you for far too long". É muito bom, e mais do que suficiente para salvar a honra do convento rock que mal entregue ficaria nas mãos dos 30 Seconds To Mars. No concerto dos Grinderman cheira a enxofre, há perigo, não se esquece a diversão. Temos uma lenda do rock ali tão perto mas, mesmo que a banda (além de Cave, Warren Ellis, Martyn Casey e Jim Sclavunos) contenha mais do que vestígios dos Bad Seeds, este é um animal autónomo e diferente, Em "Get It On", "Heathen Child" ou "Evil" - absolutamente literal, mesmo sem necessidade de fazer corninhos - Cave está imparável: feroz, capaz de incendiar uma plateia que, em boa parte, estaria ali por ausência de entretém noutro palco, e completamente magnético. Depois do concerto dos Fleet Foxes, de uma doçura à prova de corações de aço, Nick Cave ofereceu a outra face da moeda do que melhor um festival como este tem para oferecer: aliás, a sequência folk bucólica e quase espiritual dos Fleet Foxes + rock cascavélico e venenoso dos Grinderman terá estado entre os melhores momentos de sempre deste Alive. Já para não dizer que, cinquentão nada encarquilhado, Cave chegou para mostrar aos mais novos como é que se faz. Ora de guitarra elétrica ao colo - instrumento ao qual só começou a dar mais atenção com os Grinderman, depois de, a bordo dos Bad Seeds, ter privilegiado o piano - ora em pose de animal desafiante, pendurado nas grades olhando os fãs nos olhos, Nick Cave não perdeu a pinta de miúdo que se diverte como poucos, a fazer o que ama. Perante uma tenda cheia de gente que, mesmo não conhecendo a fundo a obra, não arredava pé daquele vendaval, os Grinderman arremessaram um concerto físico e tribal, sem pausas, momentos mornos ou qualquer tipo de sossego. Se os Fleet Foxes causam aquele formigueirozinho que sobe rumo ao coração e ao canal lacrimal, os Grinderman detonam granadas um pouco por todo o corpo: assim foi na incrível, uivante "No Pussy Blues" ou, já no encore, pouco comum em festivais, com "Love Bomb". E mais uma vez: se os Fleet Foxes se despediram com um amoroso "you've been super sweet", Cave disse adeus com "you've been fucking amazing". É caso para voltar à infância (e por falar nisso, convém salientar como os Grinderman, deliciosamente primitivos, não deixam de ser experimentais) e retorquir: "Tu é que és".
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Em noite de emoções fortes - dúvidas e incerteza, cancelamentos, pelo menos dois grandes concertos - um concerto de Thievery Corporation, que atuaram no Palco Super Bock, soa e sabe a ocasião para relaxar. A tenda está cheia para receber Rob Garza e amigos: os norte-americanos regressam a Portugal, onde incontáveis vezes já terão sido felizes, com uma formação numerosa (incluindo soprops) e um forte travo reggae, ragga e dub. É um concerto para dançar, para beber o (pen)último copo da noite e para fotografar os amigos, em busca de novos conteúdos para alimentar o Facebook. Pelo palco passou a habitual fixação por uma espécie de world music cosmopolita e polida - ver "The Heart's a Lonely Hunter" - e também a preocupação de uma banda que já abraçou várias causas sociais com "aquilo que se passa na Grécia", a cujo povo dedicou uma música. No palco Optimus Clubbing, mesmo ali ao lado, Uffie fazia outro tipo de festa, mais sintética e eletrónica. Vestindo apenas uma t-shirt, a artista despediu-se de Portugal que, sem surpresa, disse adorar pedindo aos presentes que gritassem o nome da editora que hoje dominou aquele espaço, a Dim Mak. Fizeram-lhe a vontade.
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00h30 - Depois de horas e horas de espera para ouvir música no palco Optimus, os fãs dos 30 Seconds To Mars viram finalmente a banda entrar em palco para uma hora de espetáculo, durante a qual Jared Leto e companhia apresentaram os temas mais desejados. Foi também uma hora de bajulação (mais que a habitual) por parte do líder do projeto norte-americano. Apesar de sempre pronto para responder aos desafios do mestre de cerimónias, o público que se concentrou frente ao palco não se mostrou tão enérgico quanto a banda desejaria, o que seria de esperar depois de horas infindáveis de espera. O baterista Shannon Leto e o guitarrista Tomo Mili?evi? foram os primeiros a entrar e foram recebidos com uma histeria feminina que só se intensificou quando, instantes depois, Jared se juntou a eles. De cabelo puxado para trás com gel e óculos escuros, o cantor começou por atacar "Kings and Queens", passando de seguida por "A Beautiful Lie", "Attack" e "Search and Destroy". Depois de mostrar a barriga, para delírio das fãs, o cantor começou a provocar o público para que este respondesse de forma mais entusiasta, recorrendo aos habituais elogios e juras de amor a Portugal. Entre pedir uns óculos de sol vermelhos em forma de coração a uma fã que estava mais preocupada a tirar fotos do que a saltar, como Jared tinha pedido, e mais alguns momentos de bajulação ("É este o Portugal que eu conheço e amo. São os melhores do universo"), a banda caminhou para "This is War", que teve direito a chuva de balões vermelhos. Instalou-se o silêncio e o vocalista regressou sozinho ao palco para oferecer três temas em modo acústico, com dois deles a serem cantados numa plataforma estrategicamente colocada no meio da plateia. "Hurricane", um dos singles mais recentes, "Alibi" e o início de "The Kill" foram os contemplados no set acústico. "Estavamos muito preocupados com o facto de o concerto poder não se realizar. Alguns dos nossos melhores concertos aconteceram aqui", exclamou Leto, enquanto alguém ao nosso lado se queixava do som da banda em palco ("Não é nada como nos CDs"). "Quando me aproximo, não consigo perceber quem são os mais bonitos, se os homens se as mulheres", continuou o cantor antes de detonar a bomba: "O nosso tempo é um pouco mais curto hoje por causa do acidente. Mas depois vêm os Chemical Brothers". Apupos e assobios ecoaram pelo recinto. Nada que "The Kill", cantado bem pertinho da plateia, com Jared empoleirado nas grades, não resolva. O final anunciado chegou com "Closer to the Edge", depois de o músico puxar três fãs para o palco e de lhes pedir que lhe ensinassem a dizer algo em português: "Eu amo-vos" e "Vocês são loucos" foi o resultado da aprendizagem. A chuva de confettis pôs termo ao concerto: "Vemo-nos em breve. Obrigado" foram as últimas palavras que se ouviram.
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02h50 Useiros e vezeiros na arte dos festivais portugueses, os Chemical Brothers entraram no azarado Palco Optimus pelas 2h15 e não tiveram dificuldade em impôr o peso (perdão pelo trocadilho) da sua música em modo rave psicadélica e profusamente ilustrada. Pelo meio dos hits infalíveis ("Do It Again" e "Hey Boy, Hey Girl" foram das mais celebradas) há (sons) de cavalos que relincham, estridentes; palhaços sinistros recomendando repetidamente "just get yourself high", raios laser e toda uma tapeçaria intrincada que vai fazendo dançar, com vontade, os mais bravos e resistentes. Mesmo depois das 3h da manhã, ainda há muita gente no recinto, talvez tentando compensar o tempo perdido no Palco Optimus, talvez aproveitando o facto de amanhã ser sábado. Lá atrás, escondidos pela maquinaria, agacham-se Tom Rowlands e Ed Simons, presenças humanas discretas, ofuscadas pelo - não é demais sublinhá-lo - sumptuoso jogo de luzes e imagens. De fogo de artifício digital (certamente bem menos poluente que o outro) a um enorme candelabro de luz, passando por borboletas azul turquesa, não falta nada ao espetáculo de palco dos Chemical Brothers. Quanto à música, segue aquele modo de contagem decrescente até à explosão/libertação que leva os muitos espetadores e despedirem-se da semana em que o rating de Portugal foi mandado para o lixo aos saltos de euforia. 03h20 Depois de um dia difícil, o Optimus Alive'11 está transformado numa autêntica discoteca com três grandes pistas. Enquanto os Chemical Brothers continuam a fazer a festa no palco principal e Steve Aoki atrai muita gente para o palco Optimus Clubbing, no palco Super Bock são os Digitalism quem anima as hostes. A noite já vai longa mas ainda há muita energia para dançar e o projeto alemão não se faz rogado, debitando com a sua maquinaria pesada ritmos ácidos e batidas secas, algures entre o rock e a eletrónica, de temas como "Idealistic", que abriu a atuação, ou "Forrest Gump". Textos de Lia Pereira, Mário Rui Vieira e Rui Miguel Abreu Fotos de Rita Carmo/Espanta Espíritos