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O Sol da Caparica: Regula incendiário, Agir sem fogo

Regula teve aquilo que faltou a Agir: atitude em palco e, acima de tudo, uma boa banda de suporte.

O Sol da Caparica - Regula
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Se "Wild Beast" resume o perfil e atitude de Legendary Tigerman em palco, "Tony do Rock" faz o mesmo mas em relação a Regula. É a partir deste tema que conseguimos extrair grande parte do imaginário do artista, fundado nas mais famosas películas cinematográficas sobre a máfia (toda a ideia de poder vir a ser enforcado num pinheiro é retirado desse universo construído por Brian de Palma, Scorcese e Francis Ford Coppola), envolto em histórias de mulheres, dinheiro e emancipação da vida de bairro. Regula é uma espécie de Ray Liotta do Catujal, numa incessante busca daquilo que nunca teve, custe o que custar. Talvez seja esta a razão que leva Regula a pisar o palco com tamanha intensidade e segurança, ou não fosse ele um dos rappers mais coesos no exercício ao vivo - são poucos aqueles que lhe conseguem sequer ombrear nesse campo. O palco é dele desde o momento em que sobe e se atira a uma seleção que oscila sobretudo entre Gancho e Casca Grossa, polvilhada por outros momentos da sua carreira - como, por exemplo, o tema "Solteiro" -, até o momento em que sai, devolvendo tudo à normalidade. "Casanova", "Casca Grossa" e "Berço De Ouro", com direito a isqueiros em riste na plateia, foram alguns dos momentos altos da performance. Regula está em excelente forma e promete continuar a dar cartas durante muitos anos. Agir já conta com uma boa mão cheia de hits, até pode ter um leque vasto de participações musicais, com artistas como Jimmy P, Carolina Deslandes, Dengaz e mesmo Regula. Pode ter isso tudo. Mas falta-lhe ainda o fundamental para chegar ao palco e vencer: garra, determinação, controlo sobre a voz (não só a nível de projeção mas também afinação) e uma banda que o acompanhe que não se limite a reproduzir instrumentais. Tudo o que Regula tem é exatamente o que, por enquanto, ainda falta a Agir. Texto: Manuel Rodrigues Fotos: Dário Cruz